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Tel Aviv e Washington não conseguirão derrubar governo iraniano apenas com ataques, avalia ex-chanceler austríaca
Karin Kneissl afirma que poder no Irã é resiliente e não será desestabilizado por mortes de líderes promovidas por EUA e Israel.
Os Estados Unidos e Israel não conseguirão alterar o poder em Teerã por meio de agressão armada contra o Irã, avaliou à Sputnik a ex-ministra das Relações Exteriores da Áustria, Karin Kneissl.
Segundo Kneissl, em um país como o Irã, mudanças profundas não ocorrem da forma como EUA e Israel desejam.
"Não é a primeira vez que [EUA e Israel] cogitam mudar o regime no Irã, mas, nos últimos 26 anos, tanto quanto me lembro, e mesmo antes disso, os tomadores de decisão concluíram repetidamente que isso não é possível devido ao seu tamanho", ressaltou.
Na avaliação da especialista, mesmo diante de ataques que resultaram na morte de altos funcionários e líderes iranianos, a estrutura de poder do país permanece resistente.
Nesse contexto, ela destacou que as instituições responsáveis pelo funcionamento do Irã como Estado seguirão existindo, mesmo que EUA e Israel continuem atacando autoridades.
"Mesmo que o líder supremo do Irã seja morto, eles elegerão um novo. O líder supremo continua no poder, assim como o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica", detalhou.
Por isso, Kneissl concluiu que, diante do cenário atual, qualquer análise indicaria que o Irã saiu vitorioso, e não os Estados Unidos.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã, incluindo Teerã. O Irã, em resposta, retaliou atingindo o território israelense e bases militares dos EUA na região do Oriente Médio.
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