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Flávio Bolsonaro defende classificação de PCC e CV como terroristas e cita avanço em pesquisas
Senador critica ausência do Brasil em acordos internacionais e destaca crescimento do campo bolsonarista em pesquisas eleitorais
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (19) que o Brasil já deveria ter classificado o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Segundo o parlamentar, é necessária uma atuação mais rigorosa do país no combate ao crime organizado, além de uma maior integração internacional por meio de acordos de segurança.
A declaração ocorre em meio ao debate sobre narcoterrorismo, intensificado nas últimas semanas após iniciativas do governo dos Estados Unidos para enfrentar facções criminosas com atuação transnacional.
"O Brasil já tinha que ter classificado CV e PCC como terroristas. O Brasil sequer participa de conversas com outros países onde há uma tentativa de unificar acordos de cooperação técnica no combate ao crime organizado, mas o Brasil sempre fica de fora", declarou o senador.
A discussão sobre o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas envolve possíveis mudanças no tratamento jurídico e diplomático do crime organizado, sobretudo em casos ligados ao tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e circulação de armamentos. O tema ganhou relevância diante da pressão internacional para ampliar mecanismos de cooperação entre países da América Latina e órgãos de inteligência estrangeiros.
Pesquisas eleitorais e cenário político
Durante a mesma agenda, Flávio Bolsonaro também comentou o cenário eleitoral e afirmou que levantamentos recentes indicam um crescimento consolidado do campo bolsonarista nas intenções de voto.
"O que eu vejo é que há uma unanimidade em todos os institutos de pesquisa, é a tendência de crescimento permanente e consolidado, que mostra que estamos no caminho certo", afirmou.
Segundo o senador, os números reforçam a percepção de fortalecimento político do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nas últimas semanas, diferentes pesquisas têm mostrado redução da distância entre Luiz Inácio Lula da Silva e nomes associados ao campo conservador em cenários testados para a próxima disputa presidencial.
Nos bastidores, aliados interpretam esse movimento como sinal de reorganização da direita e de manutenção da competitividade eleitoral, mesmo diante das indefinições sobre quem representará formalmente o grupo em uma futura eleição.
Apoio a Sergio Moro
Flávio Bolsonaro também voltou a defender o alinhamento político com o senador Sergio Moro (União-PR) em pautas ligadas à segurança pública e ao combate ao crime organizado, destacando convergências em propostas legislativas voltadas ao endurecimento penal e ao fortalecimento de instrumentos de investigação.
A aproximação entre setores da direita em torno de temas como segurança e enfrentamento às facções tem sido apontada como uma das estratégias para ampliar apoio político no Congresso e consolidar pautas comuns no debate nacional.
As declarações foram feitas durante evento empresarial promovido pelo LIDE, no Rio de Janeiro.
Por Sputnik Brasil
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