Geral
S&P rebaixa rating global da CSN para 'B' e mantém perspectiva negativa
Agência aponta alavancagem elevada, custos crescentes e desafios operacionais como principais motivos para o rebaixamento.
A agência de classificação de risco S&P Global rebaixou o rating da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em escala global de "B+" para "B", mantendo a perspectiva negativa. Segundo a S&P, a decisão reflete a persistência da alavancagem elevada da empresa nos últimos períodos.
De acordo com a agência, o Ebitda da CSN deve continuar pressionado em 2026, impactado por custos mais altos na mineração, crescimento mais lento no setor de cimento e desafios contínuos na siderurgia. "Esses fatores, aliados a uma carga relevante de juros e investimentos (Capex), seguirão pressionando a alavancagem da companhia", afirma a S&P.
A soma desses elementos resulta em uma projeção de Ebitda de R$ 10,5 bilhões para 2026, valor superior aos R$ 8,8 bilhões estimados para 2025, mas inferior à previsão anterior de R$ 11,7 bilhões.
Segundo a S&P, a combinação de pagamentos de juros próximos a R$ 5,1 bilhões e Capex de R$ 6,2 bilhões em 2026 deve gerar um déficit de R$ 410 milhões no fluxo de caixa operacional livre (FOCF). "Isso também manterá a alavancagem no limite superior da faixa de 5,0 a 6,0 vezes, ante 5,2 vezes, enquanto o índice de geração interna de caixa (FFO) sobre dívida permanece abaixo de 10%", detalha a agência.
A S&P ressalta que a administração da CSN busca melhorar a estrutura de capital por meio de desinvestimentos e novas linhas de financiamento. No entanto, a complexidade dessas operações, a volatilidade da economia global e a maior aversão ao risco no mercado podem dificultar a redução da alavancagem em tempo hábil.
"Em nossa visão, a entrada de recursos por meio de vendas de ativos é a forma mais provável e significativa para a CSN reduzir sua dívida nominal e a carga de juros. No entanto, isso pode impactar negativamente o Ebitda. Caso o negócio de cimento seja vendido por R$ 9 bilhões, a dívida sobre Ebitda ajustado pro forma ainda ficaria acima de 5 vezes em 2026", acrescenta a S&P.
Quanto à perspectiva negativa, a agência indica que um novo rebaixamento pode ocorrer se as vendas de ativos não forem concretizadas ou se as condições de mercado se deteriorarem, mantendo a alavancagem elevada e a liquidez pressionada por déficits de fluxo de caixa superiores ao esperado e dificuldades em refinanciar vencimentos de curto prazo.
"Poderemos rebaixar o rating nos próximos seis meses se atrasos na venda de ativos ou déficits de fluxo de caixa mais elevados impedirem a CSN de reduzir sua alavancagem, mantendo a dívida sobre Ebitda próxima de 6,0 vezes por período prolongado e ainda apresentando déficit significativo de FOCF diante de Capex elevado e carga relevante de juros", conclui a S&P.
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