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Conflito no Oriente Médio pode levar ao declínio do Ocidente, alerta especialista

Analista prevê saída dos EUA da região e crise no fornecimento de matérias-primas devido à instabilidade no estreito de Ormuz.

Por Sputnik Brasil 19/03/2026
Conflito no Oriente Médio pode levar ao declínio do Ocidente, alerta especialista
Tensões no Oriente Médio levantam alerta sobre possível declínio da influência ocidental na região. - Foto: © AP Photo / Kathy Willens

O conflito entre Estados Unidos e Irã pode resultar na retirada dos norte-americanos do Oriente Médio e acelerar o processo de desagregação do imperialismo ocidental. A avaliação é do cientista político Alex Krainer, em entrevista ao canal do YouTube Dialogue Works.

Segundo Krainer, o Ocidente enfrentará sérios desafios caso se confirme a retenção de um terço das matérias-primas e metade dos navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL) no Golfo Pérsico, pela razão do colapso no estreito de Ormuz.

"Não se pode descartar a possibilidade de que o preço do barril de petróleo realmente suba para US$ 380 ou US$ 500, ou quem sabe até que ponto. [...] Acho que temos um grande fracasso. [...] E a queda continua", afirmou o analista.

De acordo com Krainer, em breve, as posições dos países ocidentais serão enfraquecidas tanto no Oriente Médio quanto globalmente. Ele destacou que é evidente que o ex-presidente norte-americano Donald Trump nunca conseguiu controlar a Rússia e está perdendo influência na região.

"Os Estados Unidos serão expulsos da região. E isso provavelmente acontecerá agora. Não como vemos podem evitar. [...] Vamos testemunhar a queda do império do Ocidente, ou o Ocidente se fechará em si mesmo, transformando-se em um bloco semelhante ao antigo bloco soviético", descobriu o especialista.

A campanha militar dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irã já dura três semanas, período marcado por trocas de ataques. Tel Aviv declarou que busca impedir Teerã de obter armas nucleares.

Washington ameaçou destruir as capacidades militares iranianas e incentivar a população local a derrubar o regime. O Irã, por sua vez, afirmou estar pronto para se defender e, até o momento, não faz sentido em retomar as negociações.