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Morte de Khamenei fortaleceu governo iraniano e uniu população contra EUA e Israel, diz especialista

Diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA avalia que assassinato do aiatolá reforçou coesão interna no Irã e dificultou mudanças políticas.

Por Sputnik Brasil 19/03/2026
Morte de Khamenei fortaleceu governo iraniano e uniu população contra EUA e Israel, diz especialista
População iraniana se une após morte do aiatolá Khamenei em meio a ataques dos EUA e Israel. - Foto: © AP Photo / Vahid Salemi

O assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi considerado o último recurso capaz de alterar o poder na República Islâmica, afirmou Joe Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, em entrevista ao jornalista Tucker Carlson.

Kent ressaltou que a morte de Khamenei acabou por unir o povo iraniano em torno do governo.

“Se realmente queremos uma verdadeira mudança de regime e queremos que as pessoas se levantem da maneira mais orgânica possível, então perseguir agressivamente o aiatolá é a última coisa que deveríamos ter feito”, afirmou.

Segundo o especialista, o assassinato do líder iraniano pelos EUA apenas fortaleceu a posição do governo do país.

Para Kent, a atual conjuntura permite ao governo do Irã afirmar que aqueles que acreditavam ser possíveis negociar com os norte-americanos foram enganados e que uma guerra deveria ser travada contra eles.

No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã, incluindo Teerã. Como resposta, o Irã realizou operações contra o território israelense e instalações militares dos EUA no Oriente Médio.

Washington e Tel Aviv justificaram a operação militar como um ataque preventivo, confirmado por ameaças de Teerã relacionadas ao seu programa nuclear. Atualmente, ambos admitem desejar uma mudança de poder no Irã.

No primeiro dia dos ataques, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, e o país decretou luto oficial de 40 dias.

O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o assassinato de Khamenei como uma violação cínica das normas de moralidade humana e do direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou o ataque dos EUA e de Israel, pedindo desescalada urgente e o fim das hostilidades.