Geral
FecomercioSP aponta avanço de 1,9% no índice de estoques do comércio paulistano em março
Alta reflete maior adequação dos estoques no varejo da capital, mas falta de mercadorias ainda preocupa empresários
O Índice de Estoques do comércio varejista de São Paulo atingiu em março sua maior pontuação desde agosto de 2023, registrando alta de 1,9% em relação a fevereiro, segundo levantamento da FecomercioSP. O indicador passou de 110,4 pontos para 112,5 pontos, numa escala que vai de zero a 200.
No mesmo levantamento, a entidade também identificou crescimento de 5,4% no índice que mede a adequação dos estoques entre os lojistas paulistanos. O avanço foi impulsionado pelo aumento do percentual de empresas que declararam estar com estoques adequados, de 55% em fevereiro para 56% em março, além da redução das empresas com estoques considerados inadequados.
“O percentual de empresas com estoques acima do adequado, ou seja, com excesso de mercadorias nas prateleiras, ficou em 21,4%, uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior e de 5,9 pontos percentuais na comparação com março de 2023. O indicador permanece bem abaixo da média histórica, de 28,6%”, destacam os técnicos da FecomercioSP. Eles consideram o resultado positivo, principalmente em um cenário de juros elevados, no qual estoques altos representam capital parado e impactam negativamente o fluxo de caixa das empresas.
Apesar da melhora geral, a FecomercioSP ressalta que persiste a dificuldade das empresas em gerenciar os estoques, especialmente devido à falta de mercadorias nas prateleiras. O percentual de lojistas que relataram estoques abaixo do adequado caiu pelo segundo mês consecutivo, chegando a 22,2% em fevereiro, após atingir máxima histórica em janeiro. No entanto, o índice segue elevado e, pela terceira vez consecutiva, o número de empresas com falta de mercadorias supera o das que possuem estoques em excesso.
“Desde o ano passado, essa variável evidencia o desafio dos empresários em repor estoques. Considerando outros indicadores conjunturais, como inadimplência, é provável que a dificuldade esteja relacionada à restrição de capital de giro e crédito junto aos fornecedores”, avalia a equipe econômica da entidade.
Para a FecomercioSP, a falta de mercadorias representa um risco para o varejo: “Quando o cliente não encontra o que procura, há grande chance de não retornar à loja”, alertam os técnicos.
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