Geral
Motta sobre risco de greve dos caminhoneiros: Câmara estará atenta, momento é de união
Presidente da Câmara destaca preocupação com alta dos combustíveis, atribui cenário à crise internacional e defende estabilidade para o setor de transportes.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou preocupação com o recente aumento dos preços dos combustíveis e atribuiu a alta à crise internacional envolvida no Irã. Ao comentar o risco de uma nova greve dos caminhoneiros, Motta defendeu a união e afirmou que a Câmara atuará com rapidez diante do cenário.
"É importante explicar à sociedade brasileira o que está acontecendo. Essa alta dos combustíveis ocorre neste momento devido a um episódio internacional, sem participação voluntária do Brasil", afirmou o parlamentar nesta quarta-feira, 18. "Temos uma guerra no Irã que interfere em toda a cadeia global do petróleo, levando a um aumento rápido e significativo no preço do barril, o que impacta o preço dos combustíveis na escalada mundial."
Motta ressaltou que o Brasil, por depender majoritariamente do transporte rodoviário, sente diretamente os efeitos desse aumento. “Dependemos dos serviços dos caminhoneiros que, diariamente, garantam o funcionamento do país”, disse.
O presidente da Câmara destacou a preocupação com os impactos do reajuste. “Sempre nos preocupamos quando temos uma alta de combustíveis que incide diretamente no custo do modal rodoviário predominantemente no país.”
Ele destacou ainda a atuação do Parlamento em momentos anteriores de crise: "Posso garantir que a Câmara estará atenta, como esteve quando as tarifas foram impostas ao Brasil. Fomos céleres e proativos para ajudar o país em momentos de dificuldade."
Motta reforçou o apelo por estabilidade e união. "O momento é de união. Não queremos desequilíbrio nos preços do país. Queremos estabilidade e não queremos que os caminhoneiros sejam prejudicados por essa alta."
O deputado também apresentou medidas do governo federal, como a zeragem de impostos sobre o diesel, e afirmou que o Parlamento poderá sugerir novas ações, se necessário, durante a análise da Medida Provisória em discussão. “Estamos vigilantes e prontos para agir”, garantiu.
Na terça-feira, 17, o tema repercutiu no plenário da Câmara, com críticas da oposição e manifestações de governistas em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma noite, o vice-presidente Geraldo Alckmin também declarou não ver motivos para a deflagração de uma greve dos caminhoneiros.
Mais lidas
-
1CAMPEONATO BRASILEIRO
Grêmio empata com Red Bull Bragantino e desperdiça chance de entrar no G-4
-
2ALERTA METEOROLÓGICO
Litoral de SP pode registrar em poucas horas chuva prevista para o mês inteiro
-
3DESFALQUE NA DECISÃO
Cássio sofre estiramento no joelho e desfalca Cruzeiro na final do Mineiro; Gerson está liberado
-
4DENÚNCIA NA PGR
Deputado do Novo protocola notícia-crime contra Moraes e esposa por suposto envolvimento no caso Master
-
5SAÚDE
Anvisa aprova medicamento inovador que retarda avanço do diabetes tipo 1