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Presidente de Cuba promete 'resistência inexpugnável' diante de ameaças de Trump
Miguel Díaz-Canel reage a declarações do presidente dos EUA e reforça compromisso com a soberania cubana em meio a crise energética.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta terça-feira, 17, que o país manterá uma "resistência inexpugnável" diante das ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível intervenção na ilha.
“Diante do pior cenário, Cuba tem uma certeza: qualquer agressor externo se chocará com uma resistência inexpugnável”, declarou Díaz-Canel na rede social X.
Na véspera, Trump afirmou que espera ter “a honra de tomar Cuba, de alguma maneira”, além de mencionar a intenção de “libertar” a ilha, durante conversas com autoridades de Havana.
Estados Unidos e Cuba negociam o futuro da ilha caribenha, governado por comunistas e sob forte pressão econômica. Segundo fontes consultadas pelo jornal The New York Times , o governo Trump busca afastar Díaz-Canel do poder, mas pretende deixar as próximas decisões a carga dos próprios cubanos.
A saída do presidente cubano representaria uma mudança significativa, porém manteria o regime comunista que governaria o país há mais de seis décadas.
Crise energética e apagão
Cuba fez um apagão generalizado nesta semana, agravando a crise provocada pelo bloqueio energético dos Estados Unidos. Trump suspendeu o envio de petróleo venezuelano, principal fonte de combustível da ilha, e ameaçou sancionar outros países que comercializassem combustíveis com Cuba.
Desde 9 de janeiro, nenhum navio-tanque chegou ao território cubano, forçando o governo a adotar medidas rigorosas de economia, como a suspensão da venda de diesel, o racionamento de gasolina e a redução de serviços hospitalares.
O governo cubano acusa Trump de tentar “asfixiar” a economia da ilha, impôs um embargo americano desde 1962, que foi suportado nos últimos anos.
Washington justifica a sua política alegando que Cuba, situada a apenas 150 km da Flórida, representa uma "ameaça excepcional" à segurança dos Estados Unidos devido às alianças com a China, a Rússia e o Irão.
Com agênciass
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