Geral
BNDES busca solução para situação da Raízen, afirma Mercadante
Presidente do banco destaca empenho em apoiar recuperação da empresa do setor de biocombustíveis
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que a instituição acompanha de perto a discussão envolvendo a Raízen, que entrou em recuperação extrajudicial na semana passada, e trabalha para construir uma alternativa adequada para a companhia. O BNDES, no entanto, não participa diretamente do processo, pois possui garantia firme nas operações de crédito com a empresa.
As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa sobre os resultados do quarto trimestre e do ano de 2025.
“O BNDES está empenhado em encontrar uma boa solução para a Raízen”, destacou Mercadante, ressaltando que a companhia possui uma rede de cerca de 8 mil postos. "Estamos nos dedicando muito, conversando com os credores, com a Shell, com o grupo Cosan e com todos os parceiros do sistema financeiro."
A Raízen é uma joint venture controlada conjuntamente pela Cosan e pela Shell. Em novembro de 2025, o BNDES adquiriu aproximadamente 2% de participação na empresa por R$ 409 milhões. No início do ano passado, o banco aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para a construção de uma nova usina de etanol.
“Temos total interesse na recuperação da empresa, que apresenta resultados sólidos, ativos relevantes e grande peso no setor de biocombustíveis”, reforçou o presidente do BNDES. "Acreditamos que essa recuperação é possível e estamos trabalhando nessa direção, mesmo sem integrar formalmente a recuperação extrajudicial, colaborando para encontrar uma solução adequada para a companhia."
Ao abordar o cenário do setor, Mercadante avaliou que os conflitos geopolíticos podem impactar a dinâmica do etanol, segmentos em que a Raízen tem presença marcante. Ele lembrou que o aumento dos preços do petróleo, em razão da guerra no Irã, tende a favorecer o etanol, cujo preço não sofreu reajuste.
Ainda sobre a transição energética, Mercadante defendeu o papel dos biocombustíveis: "A rota tecnológica do Brasil é o carro híbrido; a energia renovável é mais descarbonizante que o carro elétrico", afirmou.
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