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Guerra no Irã pode desencadear corrida armamentista e ameaçar segurança regional
Especialista iraniano alerta para riscos de instabilidade, avanço tecnológico militar e impactos globais em caso de escalada do conflito.
A intensificação do conflito militar envolvendo o Irã tem potencial para transformar profundamente o cenário de segurança no Oriente Médio, segundo avaliação do analista político iraniano Abbas Mirzai Ghazi, em entrevista à Sputnik.
De acordo com Ghazi, uma guerra na região alteraria o equilíbrio de poder e aceleraria a disputa por superioridade em armamentos e tecnologia militar.
“A escalada de conflitos militares entre os EUA e o Irã pode representar um ponto de virada, capaz de modificar a estrutura de segurança no Oriente Médio”, destacou o especialista.
O analista salienta que a destruição da infraestrutura militar e de comando, como consequência dos ataques norte-americanos, tende a enfraquecer as capacidades operacionais dos países envolvidos no conflito.
Esse cenário pode levar os países árabes do Golfo a buscar maior autonomia estratégica, reduzindo sua dependência do apoio militar dos Estados Unidos para manter a estabilidade regional.
Além disso, Ghazi aponta que a guerra pode contribuir para o armamento rápido dos países do Oriente Médio, com a aquisição de sistemas avançados de defesa antiaérea, armas hipersônicas e drones ofensivos, em resposta a possíveis ameaças mútuas.
O especialista também alerta para consequências negativas, como o aumento de fluxos migratórios, a reativação de células terroristas e o surgimento de conflitos étnico-religiosos em áreas de fronteira no Iraque, Síria e Líbano.
Nesse contexto, a segurança de países vizinhos, como Turquia e Jordânia, estaria diretamente ameaçada.
Ghazi conclui que a permanência da ameaça ao Irã pode transformar os estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, estratégicos para o transporte de energia, em focos de crise globais, elevando os custos para garantir a segurança das rotas marítimas comerciais.
No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã, incluindo a capital Teerã, resultando em destruição e mortes de civis. Em resposta, o Irã cometeu ataques de retaliação contra território israelense e instalações militares dos EUA na região.
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