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Aumento da indústria de defesa pode impulsionar PIB brasileiro, aponta estudo

Produção nacional de 30% dos itens hoje importados geraria R$ 29,5 bilhões ao PIB e 226 mil empregos qualificados

Por Sputnik Brasil 17/03/2026
Aumento da indústria de defesa pode impulsionar PIB brasileiro, aponta estudo
Produção nacional de itens de defesa pode impulsionar o PIB e gerar milhares de empregos no Brasil. - Foto: © Foto / Sargento Sionir Rafael Mujica de Almeia / Exército Brasileiro

Um estudo do Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que, caso o Brasil passe a produzir internamente 30% dos bens atualmente importados pelo setor de defesa, o impacto positivo no Produto Interno Bruto (PIB) seria de R$ 29,5 bilhões. A informação foi divulgada pela agência de notícias CNN Brasil.

Segundo a análise, o Simulador de Impacto Socioeconômico estima que essa mudança criaria 226 mil empregos diretos e indiretos de alta qualificação, além de gerar R$ 9,9 bilhões em tributos indiretos e contribuições sociais.

“Orientar esforços para a produção nacional na área de defesa e segurança alavancar o nível de evolução tecnológica do país, promove investimentos mais reforçados e encadeamentos produtivos mais complexos, incluindo os de uso civil”, destaca o artigo.

Atualmente, conforme a publicação, o Brasil gasta em média R$ 70,8 bilhões por ano na importação de produtos de defesa e segurança, que englobam desde coletes balísticos até mísseis e componentes aeronáuticos.

Mais de 90% desses itens importados têm uso duplo, podendo ser usados ​​tanto em contextos militares quanto civis.

A CNI reforça que o fortalecimento da indústria nacional poderá gerar a maior parte dos 226 mil empregos em áreas de alta qualificação técnica.

O estudo também ressalta que esses postos de trabalho envolvem atividades intensivas em tecnologia, engenharia e inovação, em um cenário de deficiência recorde de mão de obra comprometida no setor industrial.

Além disso, a revista Tecnologia & Defesa noticiou que, entre 2 e 6 de fevereiro, o Exército Brasileiro realizou testes com uma versão modernizada da Viatura Blindada de Reconhecimento EE-9 Cascavel, que realizou seus primeiros disparos.

De acordo com a publicação, os militares conduziram, no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), instruções sobre o processo de colimação da viatura e testes de engenharia do computador balístico em desenvolvimento, com tiros reais executados à distância predefinida.