Geral
Questão energética no Oriente Médio é ferramenta de pressão dos EUA contra China, afirma analista
Analista turco destaca que controle de recursos petrolíferos segue central na estratégia dos EUA diante da ascensão chinesa.
Os Estados Unidos seguem utilizando o fator energético como instrumento de pressão geopolítica no Oriente Médio, especialmente no contexto de rivalidade com a China, afirmou à Sputnik o analista político turco Engin Ozer.
De acordo com Ozer, o domínio sobre os recursos petrolíferos e os fluxos financeiros permanece como um dos pilares da estratégia global norte-americana.
“Washington continua jogando a carta do petróleo contra a China, enquanto Venezuela e Irã são de importância estratégica para o governo de Pequim”, analisou Ozer.
O especialista explicou que, recentemente, os Estados Unidos vêm se afastando da prática de influência dos preços do petróleo por meio de pressão sobre os países da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Segundo ele, a nova abordagem da Casa Branca prioriza o controle direto dos recursos petrolíferos, a imposição de avaliações relacionadas ao petróleo e a retenção de ativos de países produtores nos EUA, especialmente por meio da compra de títulos norte-americanos.
Ozer também avalia que o equilíbrio de poder no Oriente Médio pode ser alterado diante da crescente presença de outras potências globais, como China e Rússia.
“A presença de forças navais chinesas e russas no Oriente Médio pode ajudar a restaurar o equilíbrio de poder na região. A presença naval chinesa no Djibuti é um dos indicadores desse processo”, completou o analista.
O controle dos recursos energéticos do Oriente Médio tem sido reiteradamente apontado por Washington como uma das prioridades estratégicas da política externa dos EUA.
Ao longo dos anos, as autoridades norte-americanas têm declarado a necessidade de manter a influência sobre as regiões produtoras de petróleo e gás e garantir o acesso às principais rotas energéticas. Analistas ressaltam que essa estratégia se estende não apenas ao Oriente Médio, mas também a outras áreas ricas em hidrocarbonetos, como a Venezuela.
Mais lidas
-
1CAMPEONATO BRASILEIRO
Grêmio empata com Red Bull Bragantino e desperdiça chance de entrar no G-4
-
2ALERTA METEOROLÓGICO
Litoral de SP pode registrar em poucas horas chuva prevista para o mês inteiro
-
3DESFALQUE NA DECISÃO
Cássio sofre estiramento no joelho e desfalca Cruzeiro na final do Mineiro; Gerson está liberado
-
4DENÚNCIA NA PGR
Deputado do Novo protocola notícia-crime contra Moraes e esposa por suposto envolvimento no caso Master
-
5SAÚDE
Anvisa aprova medicamento inovador que retarda avanço do diabetes tipo 1