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Questão energética no Oriente Médio é ferramenta de pressão dos EUA contra China, afirma analista

Analista turco destaca que controle de recursos petrolíferos segue central na estratégia dos EUA diante da ascensão chinesa.

Por Sputnik Brasil 17/03/2026
Questão energética no Oriente Médio é ferramenta de pressão dos EUA contra China, afirma analista
EUA utilizam recursos energéticos do Oriente Médio como instrumento de pressão sobre a China, aponta analista. - Foto: © AP Photo / Susan Walsh

Os Estados Unidos seguem utilizando o fator energético como instrumento de pressão geopolítica no Oriente Médio, especialmente no contexto de rivalidade com a China, afirmou à Sputnik o analista político turco Engin Ozer.

De acordo com Ozer, o domínio sobre os recursos petrolíferos e os fluxos financeiros permanece como um dos pilares da estratégia global norte-americana.

“Washington continua jogando a carta do petróleo contra a China, enquanto Venezuela e Irã são de importância estratégica para o governo de Pequim”, analisou Ozer.

O especialista explicou que, recentemente, os Estados Unidos vêm se afastando da prática de influência dos preços do petróleo por meio de pressão sobre os países da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

Segundo ele, a nova abordagem da Casa Branca prioriza o controle direto dos recursos petrolíferos, a imposição de avaliações relacionadas ao petróleo e a retenção de ativos de países produtores nos EUA, especialmente por meio da compra de títulos norte-americanos.

Ozer também avalia que o equilíbrio de poder no Oriente Médio pode ser alterado diante da crescente presença de outras potências globais, como China e Rússia.

“A presença de forças navais chinesas e russas no Oriente Médio pode ajudar a restaurar o equilíbrio de poder na região. A presença naval chinesa no Djibuti é um dos indicadores desse processo”, completou o analista.

O controle dos recursos energéticos do Oriente Médio tem sido reiteradamente apontado por Washington como uma das prioridades estratégicas da política externa dos EUA.

Ao longo dos anos, as autoridades norte-americanas têm declarado a necessidade de manter a influência sobre as regiões produtoras de petróleo e gás e garantir o acesso às principais rotas energéticas. Analistas ressaltam que essa estratégia se estende não apenas ao Oriente Médio, mas também a outras áreas ricas em hidrocarbonetos, como a Venezuela.