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Internações de crianças após mordidas de cachorro sobem 43% em 5 anos; veja cuidados

Levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica aponta aumento expressivo de hospitalizações por ataques de cães. Especialistas alertam para prevenção e importância da reconstrução cirúrgica.

16/03/2026
Internações de crianças após mordidas de cachorro sobem 43% em 5 anos; veja cuidados
cachorro - Foto: Depositphotos Foto: https://depositphotos.com/

O número de internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS) por mortes de cães atingidos 1.361 em 2025, representando um aumento de 43,4% em relação a 2020, quando foram registradas 949 ocorrências desse tipo. Os dados são de um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Crianças pequenas estão entre as principais vítimas. Um dos casos recentes envolve o filho de Marcela Prutchansky, de apenas 2 anos, atacado por um American Bully dentro do elevador do condomínio, mesmo sem ter tocado no animal.

"Ele levou 40 pontos no rosto e perdeu dois dentes. Outros dois também ficaram moles e ele precisou usar um aparelho. Ele fez uma lesão total do nariz e segue em tratamento", relata Marcela.

Desde o ataque, em 2025, o menino enfrentou dificuldades para comer alimentos mais sólidos, como maçã, mas a mãe afirma que o quadro está evoluindo.

s de alongamento

De acordo com Marcelo Sampaio, presidente da SBCP, o cenário mais comum envolve crianças brincando com cães domésticos e sendo mordidas no nariz, solicitações ou lanches ao se aproximarem dos animais.

“Muitas vezes, esses riscos não ameaçam a vida, mas desativar reconstruções complexas. Não é fácil reconstruir um nariz, por exemplo”, explica Sampaio.

A cirurgia, segundo ele, vai além da estética: é fundamental para restaurar funções básicas e evitar danos permanentes. “A preocupação não é apenas com a sequela estética, mas também com a sequela funcional”, destaca.

No caso dos lábios, a proteção permite que o paciente fale, proteja saliva e alimentos. Nas possíveis, o objetivo é garantir o movimento normal dos olhos.

Sampaio acrescenta que, quando há danos ao nervo facial, a busca trata a paralisia dos músculos do rosto, embora algumas sequelas não tenham solução cirúrgica definitiva.

Em casos graves e raros, como ataques de cães de grande porte com perda extensa de tecido ou de visão, pode ser necessário considerar o transplante de rosto.

Como evitar acidentes?

Diante do aumento dos acidentes, a SBCP lançou a campanha “Crianças e Pets: Convivência Segura” para alertar sobre os riscos e orientar a população.

Sampaio recomenda nunca deixar uma criança que não consiga se defender sozinha brincando com um cachorro, independentemente do temperamento do animal.

Ele ressalta a importância de ensinar à criança que o cão não é um "bichinho de pelúcia" e que não se deve colocar a mão na boca ou o dedo no olho do animal, atitudes que podem assustá-lo e provocar reações de defesa.

Outro cuidado importante, válido para crianças e adultos, é evitar encostar o nariz no focinho do cachorro, prevenindo ataques motivados por susto ou instinto de proteção.

O veículo orienta ainda que os responsáveis ​​fiquem atentos à presença de cães de grande porte próximos às crianças e reforcem a vigilância nesses casos.

Para os donos de cães, a recomendação é usar focinheira, coleira e guia curta. No Estado de São Paulo, desde 2003, cães de grande porte e de raças considerados potencialmente perigosos são obrigados a usar esses equipamentos em locais públicos.