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Ex-marido afirma que PM morta com tiro na cabeça não apresentava tendências suicidas

Feminicídio sob investigação: depoimento reforça suspeitas sobre morte de Gisele Alves Santana

16/03/2026
Ex-marido afirma que PM morta com tiro na cabeça não apresentava tendências suicidas
Policial Gisele Alves Santana foi encontrada morta com tiro na cabeça; investigação apura feminicídio.

A ex-companheira da policial militar Gisele Alves Santana, com quem teve uma filha, prestou depoimento à Polícia Civil na última sexta-feira (13). Segundo o advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Junior, o depoimento descreveu Gisele como uma pessoa que não manifestava tendências suicidas.

“É relevante [ele ter relatado] que ela não tinha tendências suicidas, que ela era uma moça que estava querendo se separar, que ela nunca agrediu o ex-marido e que ela quis alugar uma casa e não conseguiu, depois ela quis voltar para a residência dos pais”, afirmou o advogado.

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Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o então marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Neto. Ele estava no local e relatou o caso às autoridades como um suicídio.

O advogado também destacou que a filha de Gisele tinha medo de permanecer com o tenente-coronel Geraldo Leite Neto , o que importa um dado relevante para a investigação.

Segundo o advogado, Gisele mantinha boa relação com o ex-marido.

Os laudosscópicos necroscópicos do Instituto Médico Legal (IML) apontaram lesões contundentes na face e na região cervical de Gisele, provocadas por pressão digital e escoriações compatíveis com marcas de unha.

O laudo mais recente, de 7 de março, foi emitido um dia após a exumação do corpo da vítima. Já o laudo necroscópico de 19 de fevereiro , dia seguinte à morte, já apontava lesões na face e no pescoço, do lado direito.