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Zelensky mantém aposta em acordo de drones com EUA apesar de Trump
Presidente ucraniano propõe parceria tecnológica com Washington, mesmo diante da oposição do ex-presidente americano.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que um acordo de cooperação em drones com os Estados Unidos segue viável, mesmo após rejeição pública de Donald Trump. Segundo Zelensky, Washington demonstrou interesse em uma parceria que envolveria troca de tecnologia, conhecimento e aumento da produção conjunta de drones.
De acordo com o líder ucraniano, a proposta prevê que os EUA recebam tecnologias aprimoradas durante o conflito, enquanto colaboram para ampliar a fabricação de drones em território ucraniano. Metade da produção seria destinada às frentes de combate do país. O valor estimado do acordo varia entre US$ 35 bilhões (cerca de R$ 178,7 bilhões) e US$ 50 bilhões (mais de R$ 255,3 bilhões) ao longo de vários anos.
Segundo a Bloomberg, a iniciativa surge no momento em que os EUA já enviaram 10 mil drones interceptadores desenvolvidos na Ucrânia para o Oriente Médio, com o objetivo de conter ataques iranianos sem sobrecarregar os sistemas antimísseis norte-americanos.
Os modelos Merops, equipados com inteligência artificial (IA), têm custo estimado entre US$ 14 mil (R$ 71.509) e US$ 15 mil (R$ 76.617) cada, com possibilidade de redução de preço em encomendas maiores.
Donald Trump, por sua vez, minimizou a necessidade de assistência ucraniana no combate aos drones iranianos, alegando que os EUA já dominam essa tecnologia. A declaração contrasta com o esforço de Zelensky para consolidar a Ucrânia como fornecedora estratégica de sistemas não tripulados.
Ainda conforme a apuração, Zelensky revelou que países do Oriente Médio e do Golfo têm buscado adquirir drones ucranianos diretamente de fabricantes privados, sem supervisão estatal. Ele criticou essa prática e informou que especialistas ucranianos foram enviados ao Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita para tratar do tema.
Para Zelensky, drones só são eficazes quando operados por profissionais com conhecimento militar adequado, e empresas privadas não devem retirar operadores das forças armadas ucranianas. O presidente classificou como "inaceitável" qualquer negociação que possa enfraquecer a defesa nacional.
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