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Maioria dos brasileiros defende neutralidade do Brasil em conflito entre EUA, Israel e Irã

Pesquisa Genial/Quaest mostra que 77% da população prefere posição neutra diante da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

14/03/2026
Maioria dos brasileiros defende neutralidade do Brasil em conflito entre EUA, Israel e Irã
Maioria dos brasileiros defende neutralidade do Brasil em conflito entre EUA, Israel e Irã - Foto: © ANSA/AFP

Na visão da maioria dos brasileiros, o País deve adotar uma postura neutra em relação ao conflito iniciado por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Essa é a principal conclusão de pesquisa Genial/Quaest divulgada neste sábado (14).

O levantamento aponta que 77% defendem a neutralidade do Brasil nesse cenário. Outros 14% acreditam que o Brasil deveria apoiar Estados Unidos e Israel, enquanto apenas 2% sugerem apoio ao Irã. Já 7% dos entrevistados não souberam responder.

A preferência pela neutralidade foi predominante em todos os segmentos demográficos pesquisados, variando entre 70% e 80% entre homens e mulheres, diferentes faixas etárias, religiões, rendas e regiões do País.

Uma exceção aparece na análise por orientação política. Entre os bolsonaristas, 36% defendem o apoio brasileiro aos Estados Unidos e Israel. Já entre os lulistas, esse índice cai para 7%.

O apoio à parceria com Estados Unidos e Israel foi maior entre homens (18%) do que entre mulheres (10%). No recorte religioso, evangélicos demonstraram mais apoio (19%) em comparação aos católicos (12%).

Quanto ao Irã, o apoio foi baixo em todos os grupos demográficos. O maior índice apareceu entre os lulistas, com apenas 4%.

Encomendada pela Genial Investimentos à consultoria Quaest, a pesquisa foi realizada entre 6 e 9 de março, com 2.004 entrevistas presenciais em domicílios. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

O levantamento revelou ainda que 75% dos brasileiros têm conhecimento de que os EUA bombardearam o Irã na semana anterior, enquanto 25% desconheciam o fato. Além disso, 81% disseram ter medo de que o conflito se espalhe pelo mundo, enquanto 18% não compartilham dessa preocupação.