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Europa pode enfrentar grave crise de combustíveis, alerta presidente da OMV

Alfred Stern, CEO da maior petrolífera austríaca, aponta risco de escassez e sugere restrições ao uso de veículos diante da instabilidade no Oriente Médio.

Por Sputnik Brasil 14/03/2026
Europa pode enfrentar grave crise de combustíveis, alerta presidente da OMV
Europa enfrenta risco de escassez de combustíveis devido à instabilidade no Oriente Médio, alerta OMV. - Foto: © AP Photo / Claus Bonnerup

A redução na oferta global de petróleo bruto, provocada pela instabilidade no Estreito de Ormuz, está elevando os preços dos combustíveis na Europa e aumentando o risco de escassez, segundo Alfred Stern, presidente da OMV, maior empresa petrolífera da Áustria.

"Estamos enfrentando uma grave situação global de escassez de petróleo, gás e combustível", afirmou Stern em entrevista a um jornal local.

De acordo com ele, nem mesmo a liberação de 400 milhões de barris no mercado seria suficiente para solucionar o problema, pois "durariam apenas quatro dias" no ritmo atual de consumo global.

"Se apenas os volumes que normalmente passam pelo Estreito de Ormuz fossem repostos, as reservas durariam aproximadamente 14 dias. Os mercados estão simplesmente avaliando a situação como ela é. Ninguém sabe quanto tempo essa crise vai durar", acrescentou.

Stern recordou que, na década de 1970, os austríacos já foram obrigados a escolher um dia da semana para não utilizar seus carros, como forma de reduzir o consumo de combustível, e alertou que a situação pode se repetir no cenário atual.

"Há escassez de um quinto do mercado global de petróleo, um quinto do fornecimento de gás natural liquefeito e um décimo do combustível. Em princípio, a única maneira de lidar com essa situação seria parar de usar o carro dois dias por semana", sugeriu.

Desde o início da ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o mercado global de energia tem enfrentado forte turbulência.

A instabilidade no Oriente Médio e no Estreito de Ormuz — uma rota estratégica para o comércio global de energia — provocou alta acentuada nos preços do petróleo.

O impacto é sentido especialmente nos mercados europeus, que dependem de importações e ficaram sem acesso ao petróleo russo devido às sanções impostas a Moscou após a operação militar russa na Ucrânia.