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Compensação ao fim da escala 6x1 será produtividade, diz Luiz Marinho

Ministro do Trabalho descarta incentivos fiscais e afirma que redução da jornada traz ganhos ao ambiente laboral

13/03/2026
Compensação ao fim da escala 6x1 será produtividade, diz Luiz Marinho
Compensação ao fim da escala 6x1 será produtividade, diz Luiz Marinho - Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reiterou nesta sexta-feira (13) que não há compensações tributárias, como isenções de impostos, em razão do fim da escala 6x1, apesar das reclamações do setor empresarial sobre o aumento de custos com a redução da jornada de trabalho.

“A compensação é por produtividade, não é por qualquer isenção de imposto ou coisa semelhante”, afirmou Marinho, em entrevista a jornalistas antes de participar de um almoço promovido pelo Sescon-SP, sindicato que representa empresas de serviços contábeis.

O ministro defendeu que uma redução da jornada resultará em trabalhadores mais produtivos, já que haverá maior satisfação no ambiente de trabalho, o que poderá reduzir o absenteísmo e preservar a saúde mental dos funcionários.

“Ao melhorar o ambiente de trabalho, você melhora a produtividade. Essa produtividade costuma compensar o impacto do custo relacionado à redução da jornada sem redução de salário”, explicou Marinho. “Está claro que precisamos de uma solução que caiba com o 6x1. Uma jornada é cruel, especialmente para as mulheres”, acrescentou.

O ministro ressaltou que a posição do governo é “muito clara” quanto à redução imediata da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Ele também recomendou cautela caso o Congresso decida discutir uma redução para 36 horas sem escalonamento. "O governo analisa que não caberia ir para 36 horas imediatamente. Se o Congresso quiser discutir, recomendamos que tenha cautela, com base técnica e planejamento do tempo para chegar a 36."

“A nossa recomendação de governo, porque quem decide é o Congresso, é a implantação imediata de 40 horas semanais, sem redução de salário, com duas folgas na semana”, finalizou Marinho.