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Ouro encerra semana em baixa pressionado por incertezas sobre Fed e Oriente Médio

Metal precioso recua pela terceira sessão seguida diante de dúvidas sobre cortes de juros nos EUA e tensões geopolíticas

13/03/2026
Ouro encerra semana em baixa pressionado por incertezas sobre Fed e Oriente Médio
Ouro encerra semana em baixa pressionado por incertezas sobre Fed e Oriente Médio

O ouro registrou queda pelo terceiro pregão consecutivo nesta sexta-feira, 13, refletindo as persistentes incertezas quanto à duração e às possíveis consequências do conflito no Oriente Médio para a economia global. O metal precioso também foi impactado pelas expectativas de cortes de juros mais moderados do Federal Reserve (Fed), após indicadores econômicos apresentarem sinais divergentes.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril fechou em baixa de 1,25%, cotado a US$ 5.061,70 por onça-troy. A prata para maio também recuou, com queda de 4,43%, a US$ 81.343 por onça-troy. No acumulado da semana, as perdas atingiram 1,92% e 3,5%, respectivamente.

Em meio ao agravamento das tensões, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira que uma guerra contra o Irã será encerrada quando ele determinar, reiterando que Washington está "dizimando" o país persa. O secretário de Guerra e chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que este será o dia de maior bombardeio americano contra Teerã.

Segundo avaliação do Swissquote Bank, o avanço do conflito tem elevado as expectativas de inflação global, assim como o impasse tarifário. Com a possibilidade de alta inflacionária, os investidores têm se recalibrado ao apostar no ritmo de cortes de juros do Fed, adotando posturas mais cautelosas, o que pressiona o ouro. Os dados do CME Group apontam que as apostas para a retomada do ciclo de flexibilização estão divididas entre setembro e outubro, após a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação PCE dos EUA.

Para o ANZ Research, o cenário beneficia o dólar, que se fortalece devido ao seu status de porto seguro, especialmente porque a alta dos preços do petróleo favorece os Estados Unidos, exportador de energia líquida.