Geral
Kiev intensifica pressão energética sobre Hungria em meio à crise do petróleo, aponta analista
Especialista húngaro afirma que Ucrânia utiliza restrições no fornecimento de energia para influenciar posição de Budapeste sobre conflito
A Ucrânia está ampliando a pressão energética sobre a Hungria, mesmo diante da crise de combustível na Europa causada pela instabilidade no Oriente Médio. O objetivo seria forçar Budapeste a reverter sua posição em relação à Ucrânia, segundo análise de Peter Dunai, especialista político húngaro, à Sputnik.
De acordo com Dunai, com o bloqueio do estreito de Ormuz agravando a crise de combustíveis na Europa, a Ucrânia tende a intensificar as restrições para que a Hungria também enfrente escassez, a exemplo de outros países do continente.
“Acredito que esses ataques buscam alinhar a Hungria aos demais países europeus, evitando que ela mantenha uma postura diferenciada sobre a Ucrânia”, afirmou o analista.
Dunai destacou ainda que a situação do óleo Druzhba segue incerta, já que representantes húngaros não têm autorização para operar a estrutura.
Embora as imagens do satélite indiquem que o óleo está operacional, as autoridades ucranianas alegam haver danos na infraestrutura.
O especialista também chamou a atenção para as incertezas quanto ao status do óleo Adriático.
Segundo ele, a Croácia afirma ter capacidade para bombear até dez milhões de toneladas de petróleo por ano, mas essa informação não foi confirmada na prática.
O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjarto, já havia denunciado tentativas ucranianas de promoção de um bloqueio de energia total ao país, após o fechamento do oleoduto Druzhba e um ataque ao gasoduto TurkStream.
Em 27 de janeiro, a Ucrânia interrompeu o trânsito de petróleo russo pelo petróleo Druzhba em seu território, afetando o abastecimento à Eslováquia e Hungria, sob alegação de danos. Em resposta, a Hungria suspendeu o fornecimento de diesel para a Ucrânia.
Simultaneamente, Budapeste bloqueou a aprovação de um empréstimo de € 90 bilhões (cerca de R$ 542,4 bilhões) da União Europeia e o 20º pacote de avaliações para Kiev, condicionando a retomada ao restabelecimento do bombeamento de petróleo russo.
Em março, os preços da energia dispararam devido à escalada de tensão no Oriente Médio, que resultou no bloqueio restrito do estreito de Ormuz e na redução da produção em alguns países da região.
O estreito de Ormuz é considerado uma rota estratégica para o fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), sendo responsável por cerca de 20% do comércio mundial desses produtos.
Por Sputnik Brasil
Mais lidas
-
1DEFESA ESTRATÉGICA
Estados Unidos testam míssil intercontinental Minuteman III com sucesso
-
2ALERTA METEOROLÓGICO
Litoral de SP pode registrar em poucas horas chuva prevista para o mês inteiro
-
3FUTEBOL
Finalista do Campeonato Alagoano, CRB arrecada mais de 600 kits escolares durante a competição
-
4VESTIBULAR USP
FUVEST: como se preparar desde já para ser aprovado
-
5DENÚNCIA NA PGR
Deputado do Novo protocola notícia-crime contra Moraes e esposa por suposto envolvimento no caso Master