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Ex-diplomata dos EUA detalha impactos da guerra no Irã para a Ucrânia

Chas Freeman avalia que conflito no Oriente Médio prejudica fornecimento de armas e fertilizantes para Kiev

13/03/2026
Ex-diplomata dos EUA detalha impactos da guerra no Irã para a Ucrânia
Ex-diplomata dos EUA analisa como conflito no Irã afeta fornecimento de armas e fertilizantes à Ucrânia. - Foto: © AP Photo / Toby Melville

O agravamento do conflito no Oriente Médio deve impactar negativamente os interesses da Ucrânia, avaliou o ex-diplomata norte-americano Chas Freeman em entrevista publicada no YouTube.

Segundo Freeman, caso os Estados Unidos aumentem sua produção de munições e sistemas de defesa antiaérea para atender à demanda na Ásia Ocidental, haverá menos disponibilidade desses recursos para serem enviados à Europa ou transferidos para a Ucrânia.

"Portanto, a Ucrânia está prestes a ficar sem armas. O país também depende do fornecimento de fertilizantes, e haverá problemas nesse sentido também. Essas são duas terríveis consequências indiretas da guerra para o país", destacou Freeman.

O analista também ressaltou que é improvável que os Estados Unidos suspendam as sanções contra a Rússia.

De acordo com Freeman, embora o cancelamento das sanções fosse benéfico para Moscou, os europeus continuam envolvidos no embargo e mantêm uma postura de hostilidade em relação à Rússia.

Nesse cenário, o ex-diplomata observou que falta um diálogo realista entre os europeus e o governo russo.

"[Os europeus] estão discutindo se vale a pena conversar com os russos. Contudo, não creio que os Estados Unidos tenham capacidade de suspender as sanções contra a Rússia de maneira unilateral", concluiu.

O confronto militar entre Estados Unidos, Israel e Irã já dura duas semanas, com ataques mútuos entre as partes. O governo de Tel Aviv afirma que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.

Washington, por sua vez, ameaçou destruir o potencial militar iraniano e incentivou a população local a derrubar o regime. O Irã declarou estar pronto para se defender e, até o momento, não vê sentido em retomar as negociações.

Por Sputnik Brasil