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Israel ameaça ampliar ofensiva e tomar territórios no sul do Líbano em resposta ao Hezbollah
Ministro da Defesa israelense ordena preparação para avanço militar após maior ataque de mísseis do Hezbollah desde o fim da trégua.
O governo de Israel ameaçou "tomar territórios" no sul do Líbano e determinou que o Exército se prepare para ampliar a ofensiva contra o Hezbollah, após o grupo lançar cerca de 200 mísseis contra seu território. A escalada ocorre em meio a bombardeios diários, incursões terrestres e ao colapso da trégua que vigorou até maio.
Segundo informações do G1, Israel elevou o tom ao advertir que poderá ocupar áreas no sul do Líbano caso o Hezbollah não interrompa os ataques.
O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou ter alertado o presidente libanês: "Adverti o presidente do Líbano [Joseph Aoun] de que, se o governo libanês não souber controlar o território [...] tomaremos o território e faremos isso nós mesmos."
Katz também declarou ter ordenado ao Exército que se prepare para "expandir" as operações no Líbano, onde tropas e tanques israelenses já atuam na região fronteiriça. Há relatos de incursões terrestres em cidades libanesas do extremo sul, além do reforço militar contínuo.
Os confrontos entre Israel e Hezbollah se intensificaram desde os primeiros dias da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. O Hezbollah, aliado de Teerã, responde aos bombardeios diários de Israel, inclusive em Beirute. Segundo o Exército israelense, mais de 500 ataques aéreos já foram feitos contra alvos do grupo.
A escalada coincide com aumento significativo dos bombardeios de ambos os lados. Israel informou que o Hezbollah lançou cerca de 200 mísseis na noite de quarta-feira (11), no que classificou como o "maior bombardeio" desde a retomada da guerra. Apenas "dois ou três impactos diretos" foram registrados, segundo autoridades israelenses.
O Hezbollah, por sua vez, afirma que responde às ofensivas israelenses e mantém pressão na fronteira, onde os combates se tornaram diários. A região vive um ciclo de ataques e retaliações que amplia o risco de uma guerra mais ampla.
Antes dessa nova fase de hostilidades, Israel e Hezbollah mantinham um cessar-fogo firmado após o conflito de 2023–2024. A trégua, porém, ruiu em 1º de maio, quando EUA e Israel decidiram entrar em guerra contra o Irã.
Segundo apuração, a ameaça de Israel de avançar territorialmente marca um dos momentos mais tensos desde o fim da trégua e sinaliza a possibilidade de uma operação terrestre mais profunda, caso o Hezbollah mantenha resistência.
Por Sputnik Brasil
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