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Daniel Vorcaro faz sondagem sobre possível delação premiada com PGR e PF

Banqueiro do Banco Master buscou informações iniciais sobre acordo de colaboração, mas defesa nega negociações.

12/03/2026
Daniel Vorcaro faz sondagem sobre possível delação premiada com PGR e PF

O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, realizou uma sondagem inicial junto a investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF) para avaliar a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada.

Essa abordagem ocorreu poucos dias após sua prisão, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, na quarta-feira da semana passada, dia 4. As tratativas ainda estão em estágio inicial e, até o momento, não houve assinatura de termo de confidencialidade, documento que formaliza esse tipo de negociação.

A existência dessas conversas foi divulgada inicialmente pelo portal UOL e confirmada pelo Estadão, com base em fontes que acompanham o caso.

A defesa de Vorcaro, por sua vez, negou qualquer negociação para delação premiada. "A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tratativas de delação premiada de Daniel Vorcaro. Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso, e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível", afirmou a nota oficial.

Advogados da família do empresário e investigadores avaliam que o avanço das conversas depende do resultado do julgamento sobre a liberdade de Vorcaro, previsto para iniciar na sexta-feira, 13, no plenário virtual do STF.

Segundo fontes próximas ao caso, Vorcaro expressou insatisfação a seus advogados logo após a prisão e indicou não estar disposto a enfrentar um longo período de prisão preventiva.

Após ser detido em São Paulo, Vorcaro foi transferido para uma penitenciária federal em Brasília. Seus advogados solicitaram que as visitas ao empresário não sejam gravadas nem monitoradas por câmeras, como normalmente ocorre nesse tipo de estabelecimento.

A proposta inicial para um possível acordo de delação prevê que a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, conduza as negociações. A Polícia Federal poderia participar da coleta de depoimentos, mas os termos e cláusulas seriam discutidos diretamente com a PGR.