Geral
Investigações comerciais de Trump ampliam ofensiva tarifária dos EUA contra parceiros
Governo norte-americano mira UE, Japão e Coreia do Sul em novas apurações para justificar tarifas mais altas após decisão da Suprema Corte.
Os Estados Unidos abriram novas investigações comerciais contra parceiros como União Europeia (UE), Japão e Coreia do Sul, em meio ao esforço do governo Trump para reconstruir barreiras tarifárias após a Suprema Corte invalidar tarifas anteriores.
Segundo o Financial Times, o foco das novas apurações está no que Washington classifica como "excesso de capacidade e produção" em setores industriais de diversos países.
A iniciativa ocorre enquanto o governo busca restabelecer tarifas mais altas antes que expire, em 150 dias, a tarifa provisória de 10% aplicada após a decisão da Suprema Corte. Muitos dos países agora visados mantêm acordos comerciais com os EUA que fixam tarifas superiores ao patamar atual, o que abre espaço para Washington tentar restabelecer níveis mais elevados por meio de novas justificativas legais.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o objetivo é concluir as investigações antes do fim da tarifa provisória. Ele ressaltou que a política comercial do governo segue centrada na proteção de empregos norte-americanos e na busca pelo que definiu como "comércio justo", ainda que as ferramentas possam ser alteradas. Greer também comentou que os parceiros comerciais demonstraram interesse em manter os acordos firmados recentemente.
A decisão da UE de adiar a ratificação de seu acordo comercial com Washington, após a decisão da Suprema Corte, elevou a tensão no cenário. O bloco europeu havia concordado em reduzir tarifas sobre produtos industriais e agrícolas americanos a zero, em troca de uma tarifa ampla de 15% imposta pelos EUA — taxa que foi substituída por uma tarifa de 10%, aplicada adicionalmente às tarifas já existentes.
As relações transatlânticas já estavam fragilizadas desde o início do ano, quando Trump ameaçou impor tarifas a países europeus caso não apoiassem sua intenção de adquirir a Groenlândia. Questionado sobre o risco de as novas investigações agravarem o clima, Greer criticou a UE, alegando que o bloco não cumpriu compromissos assumidos no chamado Acordo de Turnberry, enquanto os EUA teriam ajustado suas tarifas rapidamente conforme o combinado.
Greer anunciou ainda que uma segunda investigação, desta vez sobre práticas de trabalho forçado, será lançada na próxima semana e abrangerá mais de 60 países, com outras apurações futuras previstas sobre serviços digitais e preços de medicamentos.
As investigações ocorrem às vésperas de novas negociações comerciais entre autoridades norte-americanas e chinesas, que antecedem um encontro entre Trump e o presidente Xi Jinping em abril.
Por Sputinik Brasil
Mais lidas
-
1DEFESA ESTRATÉGICA
Estados Unidos testam míssil intercontinental Minuteman III com sucesso
-
2ALERTA METEOROLÓGICO
Litoral de SP pode registrar em poucas horas chuva prevista para o mês inteiro
-
3VESTIBULAR USP
FUVEST: como se preparar desde já para ser aprovado
-
4FUTEBOL
Finalista do Campeonato Alagoano, CRB arrecada mais de 600 kits escolares durante a competição
-
5DENÚNCIA NA PGR
Deputado do Novo protocola notícia-crime contra Moraes e esposa por suposto envolvimento no caso Master