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Operação 'Pavio Curto' mira torcidas organizadas após atentado com bomba em Maceió

Polícia Civil cumpre mandados na capital e região metropolitana para prender suspeitos de tentativa de homicídio e explosão; cinco já foram detidos

Redação com Ascom PCAL 12/03/2026
Operação 'Pavio Curto' mira torcidas organizadas após atentado com bomba em Maceió
- Foto: Ascom PCAL

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (12), uma ofensiva contra a violência ligada ao futebol no estado. Batizada de Operação Pavio Curto, a ação visa desarticular um grupo de torcedores envolvido em crimes graves, incluindo tentativa de homicídio e o uso de artefatos explosivos em vias públicas. Até o momento, cinco das dez ordens de prisão expedidas já foram cumpridas.

A operação é o desdobramento de uma investigação minuciosa conduzida pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol). Os agentes percorrem bairros como Tabuleiro, Cidade Universitária, Trapiche da Barra e Bebedouro, além do município vizinho de Satuba, em busca de provas e suspeitos.

O Atentado no Poço

O estopim para a investigação ocorreu em 29 de novembro de 2025. Na ocasião, quatro torcedores do CRB foram vítimas de uma emboscada brutal no bairro do Poço. Enquanto o veículo das vítimas estava parado em um semáforo, quatro carros cercaram o grupo.

De acordo com a polícia, os agressores utilizaram pedras e barras de ferro, mas o crime escalou quando uma bomba de fabricação caseira foi arremessada para dentro do carro das vítimas. A explosão feriu todos os ocupantes e deixou um deles internado em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE) por vários dias.

Futebol como Pretexto

Para as autoridades, não resta dúvida de que a motivação foi a rivalidade entre torcidas organizadas. O delegado Bruno Tavares, um dos coordenadores da ação, ressalta que o objetivo é desmascarar criminosos que se infiltram no esporte.

"Essas operações visam desarticular grupos organizados que usam o futebol como pretexto para a prática de crimes graves, muitas vezes associando-se a facções criminosas", afirmou o delegado.

Ação Conjunta

A operação conta com um forte aparato policial, envolvendo equipes do CORE/DRACCO e da OPLIT. As prisões foram autorizadas pela 8ª Vara Criminal da Capital após parecer favorável do Ministério Público. Além de retirar os suspeitos de circulação, a polícia busca agora apreender novos documentos e dispositivos que possam robustecer o inquérito e identificar outros envolvidos na rede de violência entre torcidas.