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Empreendimento brasileiro terá floresta suspensa capaz de absorver até 2 toneladas de CO2 por ano
Em construção em Porto Belo (SC), o Blue Forest Residence, da PHACZ Empreendimentos, uma das construtoras mais atuantes da região, leva o conceito de biofilia a um novo patamar ao integrar natureza, conforto térmico e desempenho ambiental em um edifício vertical. Além de aproximar moradores da vegetação nativa da Mata Atlântica, a proposta contribui para a redução de CO₂, amplia áreas verdes nas fachadas e reforça a tendência de empreendimentos sustentáveis no litoral catarinense, com certificação internacional LEED.
Março, 2026 – Que tal colher fruta do pé a 20 metros de altura, em plena área urbana e ainda contribuir para a retirada de até 2 toneladas de CO₂ da atmosfera por ano? É essa a experiência proposta pelo Blue Forest Residence, empreendimento em construção em Porto Belo, litoral norte de Santa Catarina, pela PHACZ Empreendimentos, uma das construtoras mais atuantes da região. O edifício, que terá uma floresta suspensa no 6º pavimento, integrada à área de lazer, contará com aproximadamente 67 árvores frutíferas e espécies nativas da Mata Atlântica, sendo que algumas podem atingir até sete metros de altura.
“Colher fruta do pé é algo cada vez mais raro nas cidades e trazer essa experiência para dentro do prédio resgata uma relação simples e afetiva com a natureza. Além do simbolismo, a floresta suspensa contribui diretamente para o microclima do edifício, criando sombras, reduzindo o valor e melhorando a unidade do ar. É um paisagismo vivo que irá transformar a forma como as pessoas usam e se tem as áreas comuns dos prédios.”, comenta Ana Clara Zanon, sócia da PHACZ Empreendimentos, empresa responsável pelo residencial.
Além do efeito sensorial e do conforto térmico, a floresta suspensa também funciona como uma micro-captadora de carbono. Árvores, ao crescerem, retiram CO₂ da atmosfera e o armazenam principalmente na madeira e na biomassa. Estudo publicado na revista científica Integrated Environmental Assessment and Management, da Oxford Academic, com árvores frutíferas, mostram variações importantes conforme espécie, clima e fase de desenvolvimento. Em pomares de mangueiras, por exemplo, a estimativa anual por árvore ficou entre 30,78 e 78,30 kg de CO₂, com média de 50,55 kg/ano.
No Blue Forest, o cálculo considera um conjunto de 67 árvores de pequeno a médio porte, com alturas estimadas entre 2,5 e 7 metros. A partir de parâmetros técnicos de captação de carbono para esse porte, estima-se uma captura anual na ordem de 0,7 a 2,0 toneladas de CO₂ por ano, com valor médio de referência de aproximadamente 1,3 tonelada de CO₂/ano. Essa variação depende de fatores como manutenção, desenvolvimento das copas e maturação do plantio ao longo do tempo.
O projeto paisagístico tem assinatura de Renata Tilli e segue o conceito de integração entre arquitetura e vegetação em diferentes escalas. Além da floresta suspensa, todos os 44 apartamentos do empreendimento terão floreiras que ampliam a presença do verde nas fachadas e reforçam a identidade biofílica do edifício, que dialoga com o entorno natural de Balneário Perequê, região mais nobre de Porto Belo.
“A biofilia não é um recurso pontual ou estético nos nossos projetos. Ela faz parte da forma como a PHACZ pensa a arquitetura e o morar. Todos os empreendimentos nascem com essa premissa de integrar vegetação, bem-estar e desempenho ambiental para criar espaços que realmente se conectam com a natureza e melhoram a qualidade de vida de quem vai viver ali”, afirma.
Com entrega prevista para o primeiro semestre de 2027, o Blue Forest terá uma torre de 100 metros com 29 pavimentos, 44 apartamentos entre 144 m² e 154 m² privativos, dois pavimentos de lazer com mais de 1.300 m², rooftop com vista definitiva para o mar e pré-certificação LEED, o primeiro residencial de Santa Catarina a ter essa conquista.
Sobre a PHACZ Empreendimentos
Fundada em 2007, a PHACZ Empreendimentos é uma construtora familiar catarinense que alia inovação, solidez e compromisso com a sustentabilidade em cada projeto. O nome PHACZ representa as iniciais dos filhos do fundador: Paulo Henrique (PH), Ana Clara (AC) e o sobrenome Zanon (Z), família que carrega décadas de experiência no setor da construção civil. Com atuação marcada por responsabilidade ambiental, a empresa foi a primeira construtora a conquistar a pré-certificação LEED residencial em Santa Catarina, chancela internacional que reconhece construções sustentáveis. A PHACZ é também precursora da ACIP (Associação de Construtoras e Incorporadoras de Porto Belo), com o objetivo de promover obras de grande relevância e impacto positivo, sem comprometer a identidade cultural local.
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