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Justiça encaminha inquérito sobre PM baleada na cabeça para vara de feminicídio

Tribunal de Justiça de São Paulo remete caso de Gisele Alves Santana à unidade especializada; investigação apura feminicídio

11/03/2026
Justiça encaminha inquérito sobre PM baleada na cabeça para vara de feminicídio
Tribunal de Justiça de São Paulo remete investigação da morte de PM para vara de feminicídio.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) encaminhou o inquérito sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana para a Vara do Júri da Capital, unidade especializada no julgamento de crimes dolosos contra a vida, como homicídio e feminicídio.

Inicialmente, o caso foi comunicado como suicídio.

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Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.

O marido estava no local, acionou o socorro e relatou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), a investigação segue como morte suspeita, podendo a tipificação ser revista a qualquer momento, sem prejuízo ao andamento do inquérito.

“A Polícia Civil já colheu depoimentos e aguarda laudos complementares para subsidiar as investigações. O caso é rigorosamente apurado, sob sigilo, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar”, informou a SSP em nota divulgada nesta quarta-feira (11).

Laudo necroscópico

O laudo necroscópico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) após a exumação do corpo de Gisele Alves Santana apontou lesões contundentes na face e na região cervical.

Segundo o documento, as lesões são compatíveis com pressão digital e escoriação causada por unha (estigma ungueal). O laudo foi emitido no último sábado (7), um dia após a exumação.

O primeiro laudo necroscópico, datado de 19 de fevereiro, já indicava lesões na face e no pescoço, na lateral direita do corpo da policial.