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Raízen pede recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas de R$ 65,1 bilhões

Plano negociado com credores busca garantir estabilidade jurídica e viabilizar reestruturação financeira da companhia

11/03/2026
Raízen pede recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas de R$ 65,1 bilhões
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Raízen confirmou nesta quarta-feira, 11, que protocolou pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo, com o objetivo de renegociar aproximadamente R$ 65,1 bilhões em dívidas. A iniciativa, antecipada pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, visa criar um ambiente jurídico estável para as negociações.

Em fato relevante conduzido à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que uma recuperação extrajudicial foi estruturada de forma consensual com seus principais credores financeiros quirografários. O objetivo é garantir a reestruturação das dívidas financeiras quirografárias, além de outros créditos intercompanhias.

Segundo a companhia, o plano já conta com uma adesão expressa de credores que representa mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias, índice suficiente para o ajuste do pedido e que demonstra apoio significativo à restrição das obrigações do Grupo Raízen.

A Raízen esclarece ainda que, em conformidade com a legislação vigente, dispõe de 90 dias, a partir do processamento do pedido, para atingir o percentual mínimo necessário à homologação do plano, o que permitirá a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento.

O plano pode envolver diversas medidas, como capitalização do grupo pelos acionistas, conversão de parte dos créditos em participação acionária, substituição de dívidas, reorganizações societárias para segregação de negócios e venda de ativos.

A empresa destaca que a recuperação extrajudicial tem escopo financeiro e não abrange obrigações e obrigações junto a clientes, fornecedores, fornecedores e demais parceiros essenciais à operação, estes contratos vigentes e serão cumpridos normalmente.

“As operações do Grupo Raízen seguem sendo conduzidas normalmente, no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução de seus planos de negócios”, reforça a companhia.