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Analista aponta impactos do conflito no Oriente Médio sobre a Ucrânia
John Mearsheimer, professor da Universidade de Chicago, avalia que envolvimento dos EUA e Israel no Irã agrava a situação ucraniana no front de batalha.
O agravamento do cenário militar no Oriente Médio, com a participação dos Estados Unidos e Israel em ataques ao Irã, tem impactos diretos sobre a Ucrânia na zona de conflito com a Rússia, segundo análise do cientista político e professor da Universidade de Chicago, John Mearsheimer, em entrevista a Glenn Diesen.
Mearsheimer destacou que o atual conflito no Oriente Médio prejudica significativamente os esforços ucranianos no campo de batalha, principalmente devido ao alto consumo de munição pelos EUA.
"Os Estados Unidos estão desperdiçando recursos valiosos [na guerra com o Irã], que poderiam ser entregues aos europeus para que eles os dessem aos ucranianos", afirmou o professor.
O analista ressaltou ainda que sistemas de defesa antiaérea, como o Patriot e o THAAD, já foram empregados para interceptar drones e mísseis iranianos, o que limita sua disponibilidade para a Ucrânia.
Segundo Mearsheimer, essa situação pode agravar ainda mais as dificuldades das Forças Armadas ucranianas.
"Os russos sabem muito bem que isso teria consequências devastadoras para os ucranianos. Além disso, como se sabe, Estados Unidos e o Ocidente trabalharam arduamente para prejudicar a Rússia e sua economia. No entanto, o efeito foi o oposto", acrescentou.
O professor também observou que, caso o fluxo de petróleo e gás do Golfo Pérsico seja reduzido, a demanda por recursos energéticos russos tende a aumentar, favorecendo Moscou.
De acordo com Mearsheimer, já é possível observar sinais concretos desse cenário atualmente.
No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã, incluindo a capital, Teerã. Como resposta, o Irã realizou ataques retaliatórios contra território israelense e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.
Washington e Tel Aviv justificaram a operação como uma medida preventiva diante de supostas ameaças de Teerã relacionadas ao seu programa nuclear, mas atualmente admitem o interesse em promover uma mudança de regime no Irã.
Por Sputnik Brasil
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