Geral
Liderança humanizada é chave para integrar diversas gerações nas empresas, afirma especialista
Com a convivência de até quatro gerações no mesmo ambiente de trabalho, Baby Boomers (1946 - 1964), geração X (1965 - 1980), Y ou Millennials (1981 - 1996) e os mais jovens a Z (1997 a 2010), liderar times multigeracionais tornou-se um dos maiores desafios do mercado corporativo. Segundo pesquisa da Serasa Experian, apesar das diferenças de prioridades entre as faixas etárias, existe um ponto em comum entre todas elas: liderança empática, flexibilidade e ambientes que cuidem da saúde mental. Nesse cenário, cresce também a necessidade de uma gestão mais humanizada, capaz de reconhecer as individualidades, respeitar diferentes trajetórias e promover ambientes de trabalho mais colaborativos.
Para a especialista em liderança disruptiva Surama Jurdi, CEO e fundadora da Surama Jurdi Academy, ecossistema global de educação empresarial, o diferencial competitivo das empresas está justamente na capacidade dos gestores de compreender, integrar e valorizar essas diferenças. Segundo ela, a humanização nas empresas passa diretamente pela forma como os líderes enxergam e desenvolvem suas equipes.
“Liderar equipes multigeracionais exige sensibilidade para equilibrar o ritmo de cada pessoa e encontrar um ponto comum: a cultura da empresa. Para uma pessoa mais sênior, um dos maiores desafios está em compreender como se comunicar com as novas gerações. O ponto central é entender que cada geração possui uma lógica própria de motivação, e identificar o que impulsiona cada indivíduo é o verdadeiro segredo de uma boa gestão”, explica.
De acordo com Jurdi, os mais jovens buscam propósito, autonomia e aprendizado contínuo. Gostam de participar das decisões, ser envolvidos nos projetos e valorizam o sentimento de pertencimento. Já as gerações mais experientes priorizam estabilidade, segurança, reconhecimento e legado. “São motivações distintas, e quando o líder tenta tratar todos de forma igual, perde a oportunidade de potencializar talentos únicos. Por isso, a liderança precisa ser personalizada, inclusiva, adaptável e, principalmente, humana”, comenta a especialista.
Para que a comunicação seja realmente eficaz, precisa ser multicanal e capaz de transmitir conexão, confiança e emoção. Segundo Jurdi, com mais de 20 anos de atuação no desenvolvimento de líderes e transformação de empresas no Brasil e no exterior, algumas práticas ajudam a integrar diferentes gerações, independentemente do setor:
Mentoria reversa: jovens compartilham tendências e domínio tecnológico, enquanto profissionais mais experientes oferecem visão estratégica e repertório acumulado.
Propósito compartilhado: estabelecer uma causa comum capaz de unir todos, independentemente da idade, reforçando o sentido do trabalho coletivo.
Reconhecimento personalizado: compreender que aquilo que motiva uma geração pode não motivar outra, valorizando conquistas de forma individualizada.
Projetos mistos: equipes formadas por diferentes gerações trabalhando juntas em desafios reais, promovendo colaboração, troca de experiências e aprendizado mútuo.
A especialista também destaca o fortalecimento da cultura organizacional como um fator essencial nesse processo. “Quando existe uma cultura orientada para a excelência, para a experiência do cliente e do colaborador, para resultados sustentáveis e para um propósito claro, tudo começa a se alinhar. A cultura precisa estar viva e ser praticada no dia a dia, porque é ela que sustenta relações mais humanas dentro das empresas”, afirma.
Segundo a especialista, quando existe troca, respeito e convivência estruturada, a diversidade geracional deixa de ser um desafio e passa a ser uma grande vantagem competitiva. “O gestor precisa conduzir com propósito, humanidade e uma visão de crescimento coletivo. O desenvolvimento da liderança acontece a partir do fortalecimento da equipe, quando o líder passa a enxergar o potencial individual de cada colaborador. Liderar é garantir equidade, respeitando necessidades, histórias e características de cada pessoa. As gerações podem pensar de formas distintas, mas todas desejam fazer parte de algo significativo e que gere impactos positivos”, conclui.
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