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Questão de Taiwan é tema interno e 'linha vermelha' para Pequim, afirma chanceler chinês

Ministro Wang Yi reforça posição da China sobre Taiwan e destaca que reunificação é processo irreversível.

08/03/2026
Questão de Taiwan é tema interno e 'linha vermelha' para Pequim, afirma chanceler chinês
Chanceler chinês Wang Yi reforça posição firme de Pequim sobre Taiwan durante coletiva em Pequim. - Foto: © AP Photo / Chiang Ying-ying

A questão de Taiwan é um assunto interno da China e constitui a base de seus interesses mais fundamentais; essa 'linha vermelha' não pode ser ultrapassada, declarou neste domingo o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante coletiva de imprensa anual.

"A questão de Taiwan diz respeito aos assuntos internos da China e é a base dos interesses mais importantes da China. Essa linha vermelha não pode ser ultrapassada nem violada", afirmou Wang Yi. O diplomata destacou que o processo histórico de reunificação completa de Taiwan com a China é irreversível.

Wang Yi também declarou que a China jamais permitirá que qualquer pessoa ou força separe Taiwan do país. "Nunca mais permitiremos que qualquer indivíduo ou qualquer força volte a separar da China Taiwan, que foi libertado há mais de 80 anos", afirmou.

A coletiva de imprensa do chanceler chinês ocorre no âmbito da Quarta Sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, o mais alto órgão legislativo do país, realizada em Pequim de 5 a 12 de março.

Pequim considera Taiwan parte inalienável da República Popular da China, e o respeito ao princípio de 'uma só China' é condição obrigatória para que outros países estabeleçam ou mantenham relações diplomáticas com o país.

As relações oficiais entre o governo central da China e sua província insular foram interrompidas em 1949, após as forças do Kuomintang, lideradas por Chiang Kai-shek e derrotadas na guerra civil contra o Partido Comunista da China, se retirarem para Taiwan. Os contatos comerciais e informais entre a ilha e a China continental foram retomados no final da década de 1980.

Desde o início dos anos 1990, as partes passaram a se comunicar por meio de organizações não governamentais: a Associação para o Desenvolvimento das Relações através do Estreito de Taiwan, em Pequim, e a Fundação para Intercâmbios através do Estreito, em Taipé.

Por Sputnik Brasil