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Rússia fornece ao Irã dados sobre alvos americanos, diz Washington Post
Colaboração entre Moscou e Teerã pode ampliar conflito regional e desafiar os EUA
A Rússia está fornecendo ao Irã informações de inteligência sobre alvos americanos no Oriente Médio , com o objetivo de atualizar ataques retaliatórios. Segunda reportagem publicada pelo Washington Post nesta sexta-feira, 6, essa cooperação pode ampliar o conflito na região, com a participação indireta de Moscou, tradicional rival dos Estados Unidos.
Após o início dos ataques contra o Irã, no sábado, 28, a chancelaria russa condenou uma agressão, classificando-a como um “ato de agressão armada planejada e não provocada” contra um Estado soberano. No dia seguinte, Moscou descreveu a morte do aiatolá Ali Khamenei como "assassinato cínico".
Apesar de manter a descrição, a Rússia compartilhou desde o início a localização de alvos militares dos EUA com o Irã, incluindo navios de guerra e caça, segundo o Washington Post , que cita três autoridades americanas sob anonimato. “Parece ser um esforço abrangente”, afirmou uma das fontes.
No domingo, 1º, seis soldados americanos morreram em um ataque de drones iranianos a uma base dos EUA no Kuwait. Em resposta, o Irã lançou milhares de drones e centenas de mísseis contra posições americanas.
De acordo com analistas, o compartilhamento de informações entre Moscou e Teerã explica o padrão dos ataques a alvos americanos, incluindo infraestrutura de comando, radares e bases temporárias, como no Kuwait, além da Embaixada dos EUA na Arábia Saudita, o consulado americano em Dubai e bases no Catar e no Bahrein.
Cooperação estratégica
Para o jornal, Nicole Grajewski, pesquisadora da relação entre Irã e Rússia na Escola Kennedy de Harvard, destacou o alto nível de sofisticação dos ataques iranianos, tanto na escolha dos alvos quanto na capacidade de superar as defesas dos EUA.
“Eles estão conseguindo superar as defesas antiaéreas”, afirmou Grajewski, ressaltando que a qualidade dos ataques do Irã parece ter evoluído em relação à guerra de 12 dias contra Israel, no ano passado. O Kremlin vê vantagens em um conflito prolongado no Irã, como o aumento da receita com o petróleo e uma possível distração do conflito na Ucrânia.
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