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Carlos Fávaro minimiza impactos do conflito no Irã sobre o agro brasileiro

Ministro afirma que momento é de cautela e que não há necessidade de criar pânico entre produtores; acordo Mercosul-UE entra em vigor em maio

06/03/2026
Carlos Fávaro minimiza impactos do conflito no Irã sobre o agro brasileiro
O ministro Carlos Fávaro - Foto: Renato Araujo/Câmara dos Deputados

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, orientou cautela ao analisar possíveis impactos do conflito no Irã sobre o agronegócio brasileiro.

“Não precisamos criar pavor. O Irã é um grande parceiro da agropecuária brasileira, maior comprador de milho do Brasil, e o Brasil é muito dependente de nitrogenados importados, portanto, tem correlação no custo de produção. Já há algum temor no mercado, mas gostaria de tratar isso com muita cautela”, afirmou Fávaro a jornalistas durante o lançamento do programa Acredita Sebrae, em Cuiabá.

Questionado sobre possíveis ações do governo para apoiar produtores rurais, Fávaro avaliou que ainda não é o momento para medidas específicas. “Acho que é momento de acompanhar. Os produtores que estão agora plantando a segunda safra de milho já compraram seus insumos. Para a safra de verão, que será implementada a partir de setembro, temos um tempo ainda para comprar os insumos”, destacou o ministro.

Fávaro também lamentou o conflito, afirmando que o Brasil torce “para que essa guerra chegue ao fim o mais rápido possível”.

Acordo Mercosul-UE terá início em maio

O ministro anunciou ainda que, com a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia pelo Congresso Nacional, o fluxo comercial com tratamento tarifário preferencial começará em 1º de maio. “O Congresso aprovou. Em 1º de maio, começam as relações comerciais com tarifa reduzida”, disse Fávaro em vídeo publicado nas redes sociais, durante o evento em Cuiabá.

Ele ressaltou que o acordo reúne o maior bloco comercial do mundo, resultado de 26 anos de negociações.

Segundo factsheet divulgado pelo governo brasileiro após a assinatura do acordo em 17 de janeiro, o pacto entra em vigor no mês seguinte à conclusão dos trâmites internos de validação, já que a Comissão Europeia anunciou a aplicação provisória do Acordo Provisório de Comércio (Ita).