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Dados enviesados exigem olhar crítico do Judiciário no uso de IA, diz especialista
Professora alerta para o risco de perpetuação de desigualdades históricas por algoritmos no sistema judicial
O uso de inteligência artificial (IA) no sistema de Justiça demanda atenção redobrada quanto à qualidade e à origem dos dados que alimentam os algoritmos. Para a professora Yasmin Curzi, sem uma análise crítica por parte dos magistrados, essas ferramentas tecnológicas podem acabar reproduzindo desigualdades históricas.
Segundo a especialista, muitos dos dados utilizados por sistemas de IA já carregam consigo distorções socio-históricas. Isso exige uma preocupação constante com o que os estudos do setor denominam "fairness", ou equidade algorítmica.
"Esses dados já são enviesados por natureza. Mesmo com filtros criados pelas empresas, esses danos algorítmicos ainda persistem. Por isso, o juiz precisa ter esse olhar crítico para interpretar essas informações de forma adequada e evitar que continuem perpetuando desigualdade", afirmou Yasmin Curzi.
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