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Polícia confirma identidade de brasileira desaparecida encontrada morta no Canadá

Letícia Alves de Oliveira foi localizada em área de mata em Quebec; causa da morte foi hipotermia, segundo autoridades canadenses.

06/03/2026
Polícia confirma identidade de brasileira desaparecida encontrada morta no Canadá
Letícia Alves de Oliveira - Foto: Reprodução / Redes Sociais

A família de Letícia Alves de Oliveira, 36 anos, recebeu a confirmação de sua morte em fevereiro deste ano, durante uma chamada de vídeo com a polícia do Canadá. Letícia estava desaparecida desde 2023. Um ano após seu desaparecimento, um corpo foi localizado em uma área de mata em Coaticook, Quebec, próximo à fronteira com Vermont e New Hampshire, nos Estados Unidos.

A confirmação de que se tratava do corpo de Letícia e a causa da morte – hipotermia – demorou quase dois anos para chegar à família. Frederico Oliveira, irmão da vítima, acredita que Letícia entrou ilegalmente nos Estados Unidos, mas não sabe explicar como ela foi parar na região de mata no Canadá. Em agosto de 2023, Letícia solicitou à família documentos para tentar obter um visto provisório.

O corpo foi encontrado em 26 de abril de 2024 e o caso foi divulgado inicialmente pela página do Facebook Unidentified Human Remains Canada. O perfil é administrado por Jan Guppy, 53 anos, que atua em Alexandria, Ontário. A ONG tem mais de 164 mil seguidores e publica casos quase diariamente.

Jan Guppy afirmou ao jornal Estadão que trabalha em colaboração com polícias e legistas, recebendo contatos semanais de familiares de desaparecidos. “Trabalho ativamente em mais de 500 casos de pessoas não identificadas e centenas de casos de desaparecimentos de longa duração”, explicou Guppy.

Quem era Letícia

Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e concluiu o mestrado em Ciências no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ela sonhava fazer um doutorado "sanduíche" em parceria entre o ITA e o MIT.

A família não sabe como ela foi parar na região de mata do Canadá, mas relata que inicialmente Letícia viajou para a Argentina e, depois, seguiu para a Bolívia em missão religiosa.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que acompanhou o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Montreal e presta a assistência consular cabível aos familiares da brasileira.