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Novos depoimentos citam Trump em caso Epstein; documentos detalham relatos de abuso

Arquivos do Departamento de Justiça dos EUA trazem menções ao ex-presidente em entrevistas com supostas vítimas de Jeffrey Epstein. Não há investigação formal ou denúncias contra Trump.

06/03/2026
Novos depoimentos citam Trump em caso Epstein; documentos detalham relatos de abuso
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira, 6, novos trechos dos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein que citam o ex-presidente Donald Trump. Esses documentos não fornecidos foram incluídos na divulgação de três milhões de registros tornados públicos no fim de janeiro.

As informações reveladas incluem entrevistas conduzidas pelo FBI com supostas vítimas de Epstein em 2019. Algumas dessas conversas mencionam Trump, mas não resultaram em investigações formais ou apresentação de queixas contra o então presidente.

Trump negou reiteradamente qualquer envolvimento irregular com Epstein. “Como o presidente Trump disse, ele foi totalmente exonerado de qualquer coisa relacionada a Epstein”, afirmou à porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, em comunicado.

Um dos depoimentos relata que uma das vítimas relatada à polícia que sua amiga teria sido abusada por Trump e Epstein em 1983, em Nova Jérsei. Segundo o relato, uma menina, à época com cerca de 13 ou 14 anos, teria sido forçada por Trump a praticar sexo oral "para ensinar como uma garotinha deveria se comportar".

Ainda conforme o depoimento, durante o ato, o jovem mordeu Trump, que então era empresário do setor imobiliário em Nova York. Ao zombar da ocorrência do empresário, a vítima teria sido agredida.

Quando procurada pelo FBI, já durante o governo Trump, a amiga da vítima preferiu não comentar o caso. "Não vai adiantar de nada", teria dito.

Outros trechos dos documentos divulgados apontam que a vítima sentiu que Trump demonstrou ciúmes de Epstein e competição com ele pelo interesse das garotas.

“Trump e Epstein usaram termos como ‘carne fresca’ e ‘imaculada’ para se referir às meninas”, consta em um dos depoimentos.

A vítima também relatou ao FBI ter ouvido Trump e Epstein discutindo estratégias para cantar pessoas. “A vítima disse ter ouvido Trump falar que tinha permissões de construção irregular e lavava dinheiro por meio de seus cassinos”, diz um dos relatos.

Em nota publicada na quinta-feira, o Departamento de Justiça descobriu que, além desses memorandos do FBI, acordos cerca de uma dúzia de outros documentos que foram "codificados incorretamente como duplicados". Além disso, os procuradores federais da Flórida decidiram que cinco memorandos de acusação, inicialmente especificados como previstos, poderiam ser divulgados com trechos ocultos, informados o departamento.

Na divulgação dos arquivos de janeiro, as autoridades enfatizaram que o material incluía todas as informações enviadas ao FBI pelo público, abrangendo investigações não comprovadas. “Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram enviados ao FBI pouco antes da eleição de 2020”, afirmou o departamento na época, classificando tais alegações como “infundadas e falsas”.