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Na corrida global por data centers, Brasil aprova projeto sem incluir energia nuclear

Novo regime especial de tributação incentiva energia renovável, mas deixa de fora fonte nuclear, considerada estável para grandes operações.

05/03/2026
Na corrida global por data centers, Brasil aprova projeto sem incluir energia nuclear
Projeto de lei incentiva data centers com energias renováveis, mas exclui fonte nuclear no Brasil. - Foto: © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

A Câmara dos Deputados aprovou, no fim do último mês, o projeto de lei que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), com o objetivo de atrair investimentos e fortalecer a infraestrutura digital no Brasil.

A proposta prevê incentivos fiscais e estimula o uso de fontes renováveis, como energia eólica e solar, para alimentar os data centers. No entanto, o texto excluiu a energia nuclear, reconhecida por sua capacidade de fornecer energia estável e contínua, fundamental para operações que exigem alta disponibilidade.

Estabilidade energética é diferencial

"A principal vantagem da energia nuclear, no contexto que estamos discutindo, é a estabilidade. Trata-se de uma fonte constante, sem oscilações relevantes e não sujeita às variações frequentes da rede elétrica convencional. Sabemos que a rede elétrica brasileira apresenta instabilidades, com oscilações que, muitas vezes, acabam danificando equipamentos. No caso de data centers, isso é especialmente grave", afirma o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Jesus Lubian Rios.

Mercado renovável pode ser reativado

Segundo Luis Tossi, vice-presidente da Associação Brasileira de Data Center (ABDC), o novo projeto pode impulsionar o mercado nacional de energia renovável, atualmente parado devido ao excesso de oferta. "Atrair grandes investimentos em data centers significa trazer grandes consumidores capazes de voltar a dinamizar esse setor, atualmente estagnado", destaca Tossi.

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Por Sputnik Brasil