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PM aposentado de 89 anos é preso por feminicídio após matar cuidadora em São Paulo

Crime ocorreu durante discussão por questões financeiras; Estado registra índices recordes de feminicídio em 2026

05/03/2026
PM aposentado de 89 anos é preso por feminicídio após matar cuidadora em São Paulo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um policial militar aposentado, de 89 anos, foi preso na última quarta-feira, 4, em São Paulo, após matar a própria cuidadora durante uma discussão motivada por questões financeiras. O crime aconteceu na Rua Doutor Artur Moreira de Almeida, no Jardim Ângela, zona sul da capital.

Vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem pedidos de socorro. No local, os agentes encontraram a vítima já sem vida, apresentando diversos ferimentos causados por arma branca – a polícia não detalhou qual instrumento foi utilizado. O suspeito havia fugido da residência.

O Corpo de Bombeiros foi chamado e uma médica da corporação confirmou o óbito da cuidadora no local.

Durante o atendimento da ocorrência, a PM recebeu informações de que um homem, com vestígios de sangue, estava dentro de um ônibus na Estrada M'Boi Mirim, também na zona sul. Ao abordá-lo, o suspeito confessou o crime e foi preso em flagrante.

O caso foi registrado como violência doméstica e feminicídio no 47° Distrito Policial (Capão Redondo). Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o crime ocorreu após um desentendimento financeiro entre o aposentado e a cuidadora.

O policial militar aposentado foi encaminhado ao presídio militar Romão Gomes. Sua identidade não foi divulgada, e não foi possível localizar a defesa.

Feminicídios em alta no Estado

São Paulo vem registrando números recordes de feminicídio. Após atingir o maior índice da série histórica em 2025, com 266 casos, janeiro de 2026 já apresentou o maior número para o período, com 27 ocorrências – o equivalente a quase um caso por dia ou um a cada 27,5 horas. Cinco desses crimes ocorreram na capital, um na Grande SP e os demais no interior.

A Secretaria da Segurança Pública afirma que tem intensificado as operações para combater a violência contra a mulher e que, nos últimos três meses, mais de 2 mil homens apontados como agressores foram presos.