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Preços do querosene de aviação disparam com efeito de represamento de fluxo em Ormuz

Tensões no Oriente Médio e bloqueio de navios elevam custos do combustível na Ásia e nos EUA

05/03/2026
Preços do querosene de aviação disparam com efeito de represamento de fluxo em Ormuz
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Os preços do querosene de aviação na Ásia registram forte alta diante do temor de escassez de oferta, após recentes ataques dos Estados Unidos ao Irã, que intensificaram a instabilidade nos mercados de energia.

Em Singapura, principal centro asiático para o combustível, os preços de referência dispararam nos últimos dias. Swaps de querosene de aviação estão sendo negociados em torno de US$ 147 por barril, de acordo com dados da LSEG, uma elevação significativa em relação aos cerca de US$ 90 observados no início do inverno no Hemisfério Norte.

Além disso, o diferencial à vista do querosene de aviação em Singapura — o prêmio cobrado por cargueiros físicos sobre os swaps — também aumentou de forma expressiva, indicando uma corrida dos compradores para garantir entregas imediatas.

A valorização não se restringe à Ásia. Nos Estados Unidos, o preço do querosene de aviação no porto de Nova York saltou de aproximadamente US$ 105 por barril em 27 de fevereiro para cerca de US$ 150 nesta semana, segundo dados da OPIS.

O represamento de navios com petróleo bruto e derivados antes do Estreito de Ormuz, rota de cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente, agrava o cenário. A maior parte do petróleo retido é do tipo médio e ácido (medium-sour), que gera mais destilados como diesel e querosene de aviação. Caso as refinarias substituam por petróleo mais leve de outras regiões, haverá maior produção de gasolina e menor oferta de querosene de aviação, intensificando a escassez do combustível.

Os mercados de querosene de aviação reagem rapidamente a interrupções de oferta devido aos estoques reduzidos e à necessidade de armazenamento especializado. Neste episódio, outros fatores também contribuem para o agravamento do quadro.

Refinarias asiáticas que dependem do petróleo do Oriente Médio estão reduzindo o processamento ou antecipando paradas para manutenção, diante da incerteza nas entregas, conforme noticiou a Reuters.

No Oriente Médio, a capacidade de refino também está ameaçada. Ataques com drones, no início da semana, forçaram a refinaria Ras Tanura, na Arábia Saudita — com capacidade para processar 550 mil barris por dia — a interromper parte das operações. No Kuwait, uma refinaria também foi atingida, embora autoridades afirmem que ela segue em atividade.

Fonte: Dow Jones Newswires

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado