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Petróleo dispara e WTI atinge maior valor desde julho de 2024 com tensão no Estreito de Ormuz

Cotações do petróleo sobem mais de 8% em meio à escalada militar e incertezas diplomáticas envolvendo Irã, EUA e aliados.

05/03/2026
Petróleo dispara e WTI atinge maior valor desde julho de 2024 com tensão no Estreito de Ormuz
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Os contratos futuros de petróleo registraram-se fortes nesta quinta-feira, 5, impulsionados pela tensão crescente no Estreito de Ormuz e pela possibilidade de ações militares terrestres no Irã. O WTI subiu mais de 8% e alcançou seu maior valor desde julho de 2024, superando os US$ 80, enquanto o Brent voltou a operar acima dos US$ 85. Disputas sobre o controle do tráfego marítimo na região seguem dominando o noticiário internacional, e não há sinais de avanço em negociações diplomáticas ou de um possível cessar-fogo.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 8,50% (US$ 6,35), cotado a US$ 81,01 o barril.

Já o Brent para pode encerrar o dia com valorização de 4,93% (US$ 4,01), a US$ 85,41 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

A missão do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) foi classificada como "infundadas e absurdas" ao alegar que o país teria fechado o Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que acusou os Estados Unidos de comprometerem a segurança marítima internacional diante da escalada do conflito. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou que o Estreito está fechado apenas para navios dos EUA, Israel, Europa e outros aliados ocidentais.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que Teerã não solicita cessar-fogo aos EUA ou a Israel e indicou que, no momento, não há motivo para retomar negociações com Washington devido à escalada militar.

Araghchi também afirmou que o governo iraniano não mantém contatos diretos com autoridades americanas desde a última rodada de conversas entre os dois países.

De acordo com fontes ouvidas pelo Washington Post, o presidente dos EUA, Donald Trump, teria oferecido "ampla cobertura aérea dos EUA" e outros apoios a líderes curdos iranianos contrários ao regime para que assumissem partes do oeste do Irã.

Segundo o site Axios, Trump teria dito que deseja participar pessoalmente da escolha do próximo líder do Irã, de maneira semelhante ao que, segundo ele, ocorreu na Venezuela.