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"A tecnologia também é um espaço nosso": coordenadora do IBMR destaca a participação feminina na Tecnologia
Estudos apontam que mulheres representam menos de 20% das matrículas e dos profissionais da área no Brasil
A presença feminina na área de Tecnologia da Informação (TI) ainda é inferior à masculina no Brasil. Estudo publicado em 2025 por pesquisadoras da Universidade Federal de Sergipe (UFS), intitulado “Superando Obstáculos: os desafios da desigualdade de gênero em cursos de graduação em TIC” (Overcoming Obstacles: Challenges of Gender Inequality in Undergraduate ICT Programs), aponta que apenas 17,8% das matrículas em cursos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) são de mulheres.
O cenário é semelhante no mercado de trabalho. Dados do Observatório Softex, divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), indicam que cerca de 19% dos profissionais de TI no país são mulheres, inclusive em cargos técnicos e posições estratégicas.
No IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, a coordenadora Flávia Balbino lidera os cursos da área de TI e Computação e acompanha de perto essa realidade na formação acadêmica. Para ela, é fundamental incentivar mais mulheres a ingressarem e permanecerem no setor. “As meninas que escolhem essa área são muito dedicadas e têm excelente desempenho, mas ainda são poucas. Precisamos mostrar que a tecnologia também é um espaço nosso”, afirma.
Com mais de 15 anos de experiência na docência em tecnologia, Flávia construiu sua trajetória profissional desde a adolescência, quando iniciou seus estudos em informática. Ela destaca que um dos desafios enfrentados por muitas mulheres está relacionado à conciliação entre carreira e responsabilidades familiares. “Muitas vezes, a mulher precisa fazer escolhas difíceis. Eu mesma precisei repensar oportunidades acadêmicas para priorizar minha família. Isso impacta a trajetória profissional, mas não impede a conquista de espaço”, diz.
Para a docente, a formação em tecnologia representa não apenas inserção em um mercado em expansão, mas também independência e reconhecimento profissional. “Foi a minha formação que garantiu estabilidade para a minha família e respeito no meu trabalho. A tecnologia transforma vidas, inclusive a de mulheres.”
Ela ressalta ainda o papel da instituição em criar ambientes acolhedores e estimulantes, contribuindo para que mais alunas se interessem e permaneçam nos cursos. “Quando a estudante se sente valorizada e incentivada, ela permanece. Nosso compromisso é fortalecer esse ambiente e ampliar cada vez mais essa participação.”
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