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Diretor do Banco Central mantém confiança em corte da Selic em março
Nilton David, diretor de Política Monetária, afirma que cenário permite início da redução dos juros, mas destaca incertezas globais.
O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou nesta quinta-feira (5) que, apesar das recentes mudanças no cenário econômico, mantém boa documentação de que será possível iniciar a redução da taxa Selic já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para março, em duas semanas. Ele ressaltou, no entanto, que não está "antecipando o Copom" e, ao ser questionado sobre o ritmo do corte — se de 0,25 ou 0,50 ponto percentual — destacou que o ciclo atual é bastante particular, exigindo decisões "sob medida".
Nilton David participou de um evento promovido pela Goldman Sachs, em São Paulo. Questionado anteriormente se o Copom ainda estaria confortável com um corte de 0,50 ponto na próxima reunião, o diretor evitou confirmar a magnitude, mas reiterou que o Banco Central "não fica confortável" — uma posição já manifestada em outras vantagens durante o evento — e sugeriu que isso deve ser interpretado de forma positiva.
"É uma construção. A sinalização foi dada para a próxima reunião, não é uma orientação futura de que queremos reduzir ao longo da curva em alguma possibilidade. O nosso nível de clareza foi suficiente para a próxima reunião naquele instante", explicou Nilton.
Efeitos das tensões no Oriente Médio
Ao ser questionado sobre o impacto do aumento das extensões no Oriente Médio, Nilton admitiu que o evento altera as condições econômicas em relação ao que se via em janeiro e que "não pode ser ignorado". “Você tem que estar em outro planeta para ignorar uma coisa dessas. Óbvio que está entrando nas equações”, afirmou.
Sobre o conflito, Nilton disse que não seria possível saber se o Copom teria tomado uma decisão diferente caso o ataque realizado pelos Estados Unidos e Israel ao Irã tivesse ocorrido antes.
Referindo-se a um momento anterior de sua palestra, no que comentou que questões geopolíticas são inerentes à história da humanidade, Nilton fez questão de esclarecer que não gostaria de ser mal interpretada e enfatizou que a guerra é relevante para o cenário econômico, não podendo ser ignorada. Ele reforçou ainda a incerteza sobre como o conflito poderá variar o horizonte relevante de 18 meses para as decisões do Copom.
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