Geral

Analista afirma que Irã reserva mísseis hipersônicos para esgotar defesa inimiga

Especialista russo diz que estratégia iraniana prioriza drones e mísseis convencionais antes de usar armas de alta tecnologia

05/03/2026
Analista afirma que Irã reserva mísseis hipersônicos para esgotar defesa inimiga
Mísseis hipersônicos do Irã são mantidos em reserva estratégica para esgotar defesa inimiga. - Foto: CC BY 4.0 / Tasnim News Agency (imagem editada) /

O Irã possui mísseis hipersônicos em seu arsenal, mas opta por manter os resguardados até que mísseis convencionais e em maior quantidade esgotem as defesas aéreas adversárias. A avaliação é do especialista militar russo Igor Korotchenko, em entrevista à mídia russa.

Segundo Korotchenko, o Irã aposta principalmente em sistemas de mísseis operacionais, táticos e em drones kamikaze do tipo Shahed.

"O Irã está armado principalmente com antigos mísseis pesquisados, de diferentes alcances. O país também possui mísseis hipersônicos, mas estes ainda são preservados até que mísseis mais numerosos esgotem as defesas antiaéreas inimigas", explicou o especialista.

Ele destacou que o comando militar iraniano estruturou, com antecedência, um sistema descentralizado de gerenciamento de combate, além de criar uma rede de bases de mísseis e abrigos escondidos ou em rochas para proteger seus armamentos.

“Isso permite ao Irã atacar o inimigo atualmente e obter certos resultados, mesmo que a vantagem em forças e meios, assim como a supremacia aérea, permaneçam com Israel e Estados Unidos”, acrescentou Korotchenko.

O especialista prevê que o próximo estágio do conflito deverá ocorrer em três a quatro semanas, tempo estimado para que as reservas militares dos Estados Unidos e de Israel em sistemas de defesa antimísseis sejam desgastadas.

Korotchenko ressalta ainda que a principal tática do Irã não é vencer pela força, mas tornar o conflito menos vantajoso e o custo da guerra inaceitável para o Ocidente.

Os ataques iranianos a instalações militares americanas no Oriente Médio e em território israelense são uma resposta a ataques dos Estados Unidos e de Israel. Mais de 1.200 pessoas já foram vítimas no Irã, incluindo o ataque a uma escola para meninas no primeiro dia do conflito, em 28 de fevereiro.

Washington e Tel Aviv justificaram o início da operação militar como uma ação preventiva diante de supostas ameaças recebidas do programa nuclear iraniano. No entanto, actualmente, as autoridades dos EUA admitem o desejo de mudança de regime no Irão, enquanto Israel declara isso abertamente.

Por Sputnik Brasil