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Defasagem do diesel nas refinarias da Petrobras atinge 47%, aponta Abicom

Preço do diesel vendido pela estatal se distancia do mercado internacional e de refinarias privadas após novos reajustes

05/03/2026
Defasagem do diesel nas refinarias da Petrobras atinge 47%, aponta Abicom
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A escalada do preço do petróleo elevou novamente a defasagem do diesel vendido pela Petrobras em suas refinarias. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o combustível da estatal registrada, no fechamento de quarta-feira (4), uma defasagem de 47% em relação ao mercado internacional, superando o recorde de 42% do dia anterior.

Em polos de importação como Paulínia (SP) e Araucária (PR), o preço cobrado pela Petrobras chega a ser quase a metade do praticado no exterior, atingindo 49% de defasagem.

Enquanto isso, refinarias privadas têm reajustados seus preços. A Refinaria de Mataripe, na Bahia, aumentou o valor do diesel em R$ 0,28 por litro na quarta-feira, e a Refinaria de Manaus (Ream), no Amazonas, aumentou o combustível em R$ 0,57 por litro. A Petrobras, por sua vez, está há 304 dias sem reajustar o diesel e há 38 dias do último ajuste na gasolina, que teve uma redução de R$ 0,14 por litro.

De acordo com a Abicom, para igualar os preços internacionais, a Petrobras teria que elevar o diesel em R$ 1,51 por litro e a gasolina em R$ 0,47 por litro.

Procurada pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a Petrobras afirmou que sua previsão é não repassar a volatilidade do mercado externo ao consumidor brasileiro e que monitora diariamente os fundamentos do mercado internacional e seus possíveis impactos no Brasil.

A defasagem do preço da gasolina também está em alta. Segundo a Abicom, no fechamento de quarta-feira (4), a gasolina estava 19% mais barata nas refinarias da Petrobras, percentual que cai para 16% considerando as refinarias privadas. A Ream elevou o preço da gasolina em R$ 0,35 por litro, enquanto a Acelen e a própria Petrobras mantiveram seus preços resultados.

O avanço da defasagem nos preços dos combustíveis reflete a alta do petróleo e de seus derivados no mercado internacional, impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.