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Em ata, BCE mantém trajetória de juros em aberto, ressalta incertezas e cita riscos de inflação

Documento do Banco Central Europeu reforça cautela diante de incertezas econômicas e riscos inflacionários, mantendo política de juros sob avaliação.

05/03/2026
Em ata, BCE mantém trajetória de juros em aberto, ressalta incertezas e cita riscos de inflação
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Banco Central Europeu (BCE) destacou, em ata divulgada nesta quinta-feira, 5, que mantém uma trajetória de juros em aberto, diante de um cenário de incertezas e riscos persistentes de inflação. O documento, referente à reunião de 4 e 5 de fevereiro, aponta que, embora a política monetária esteja em posição favorável, a postura da instituição não é estática.

A ata ressalta que a maioria dos membros do BCE avaliou os riscos em torno das perspectivas de inflação como “ambivalentes”. A distribuição desses riscos praticamente inalterada em relação à reunião de dezembro. "As perspectivas para a inflação aumentaram mais incertas do que o habitual, especialmente devido à incerteza sobre a política comercial global e às tensões geopolíticas", detalha o texto.

Frente ao ambiente incerto, alguns dirigentes consideraram, durante a última reunião, que os riscos inflacionários foram mais inclinados para baixo em comparação às projeções de dezembro. Destacamos, porém, que a inflação geral se mantém próxima da meta de prazo médio de 2%.

Segundo o BCE, os indicadores económicos mais recentes reforçam as projeções anteriores e sustentam a expectativa de que a inflação se estabilize na meta de 2% no prazo médio.

Por outro lado, alerta-se que, no curto prazo, a inflação deverá ficar ainda mais abaixo da meta do que o previsto anteriormente. No entanto, salienta-se que não se devem tirar conclusões definitivas a partir de um único dado, sobretudo diante da volatilidade recente dos preços de energia.

Sobre a taxa cambial, o documento indica que o segundo impacto da valorização significativa e persistente do euro no trimestre de 2025, já antecipado nas projeções, deverá se manifestar ao longo de três anos, atingindo o pico após um ano. “Portanto, o pico do efeito de desinflação ainda não foi progressivo”, acrescenta a ata.

O BCE também observa que a incerteza em torno da trajetória dos juros permanece baixa, e que os choques recentes estão se tornando mais visíveis, em linha com as expectativas.