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Comissão aprova projeto que cria cadastro no SUS de mulheres em situação de vulnerabilidade com risco de câncer

Cadastro nacional vai priorizar acompanhamento e tratamento de mulheres vulneráveis, especialmente para câncer de mama e colo do útero

05/03/2026
Comissão aprova projeto que cria cadastro no SUS de mulheres em situação de vulnerabilidade com risco de câncer
Comissão da Câmara aprova cadastro no SUS para acompanhamento de mulheres vulneráveis ao câncer. - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que institui, no Sistema Único de Saúde (SUS), um cadastro nacional para identificar e acompanhar mulheres em situação de risco ou vulnerabilidade social com maior propensão ao desenvolvimento ou agravamento de cânceres, especialmente de mama e de colo do útero.

O cadastro contemplará mulheres que frequentarão pelo menos um dos seguintes critérios:

  • Residência em áreas de alta vulnerabilidade social, conforme indicadores do IBGE ou do CadÚnico ;
  • Pertencimento a povos tradicionais ou comunidades quilombolas, indígenas ou ribeirinhas;
  • Estar em situação de rua ou abrigo institucional;
  • Ter histórico familiar de câncer ginecológico ou apresentar fatores clínicos de risco;
  • Estar em situação de privação de liberdade.

O Ministério da Saúde poderá estabelecer outras condições por meio de regulamento.

Finalidade

O programa tem como objetivos principais:

  • Assegurar o rastreamento periódico e prioritário das mulheres cadastradas;
  • Garantir acesso facilitado a exames de triagem, diagnóstico, biópsias, acompanhamento e tratamento oncológico no SUS;
  • Integrar os dados com sistemas de informação em saúde para monitoramento de políticas públicas;
  • Apoiar programas de navegação do paciente e acompanhamento ativo em toda a linha de cuidado oncológico.

Visitas periódicas

O Projeto de Lei 2756/25, de autoria da deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), foi aprovado com uma emenda da relatora, deputada Silvia Cristina (PP-RO).

A emenda prevê que uma equipe de assistência social realize visitas periódicas para verificar o acompanhamento médico dos pacientes, auxiliando e efetuando os devidos encaminhamentos.

Segundo a relatora, a criação do cadastro permitirá o mapeamento de populações vulneráveis. “Essa estratégia possibilita planejamento mais eficiente de políticas públicas, priorização de exames e tratamentos, e redução de desigualdades no acesso aos serviços de saúde, fortalecendo a equidade prevista na Constituição Federal e no SUS”, destacou.

Próximos passos

O projeto, que tramita em caráter conclusivo , ainda será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.