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Irã busca expulsar EUA do Oriente Médio e prejudicar economias ocidentais, avalia analista

Diplomata britânico destaca que Teerã pretende enfraquecer Israel e impor custos econômicos aos EUA e à Europa

05/03/2026
Irã busca expulsar EUA do Oriente Médio e prejudicar economias ocidentais, avalia analista
Análise aponta que Irã visa expulsar EUA e enfraquecer Israel, com impactos econômicos no Ocidente. - Foto: © AFP 2023 / HO / Escritório do Exército Iraniano

Os principais objetivos do Irã no atual conflito são expulsar os Estados Unidos do Oriente Médio e enfraquecer significativamente o Exército israelense, afirmou o diplomata britânico aposentado Alastair Crooke em entrevista ao canal de Glenn Diesen no YouTube.

Crooke observou que, caso o conflito envolvendo o Irã prossiga nos moldes atuais, os Estados Unidos terão dificuldades para manter sua presença nos países do Golfo Pérsico.

"[Norte-americanos e israelenses] estão literalmente sendo atingidos por drones e mísseis. E, na minha opinião, o segundo elemento, é claro, está ligado a Israel: o Irã pretende enfraquecer as Forças Armadas israelenses de tal forma que elas não o ameacem mais de fato", destacou Crooke.

De acordo com o diplomata, o Irã também busca impor danos econômicos substanciais aos Estados Unidos e à União Europeia.

Nesse sentido, Crooke ressaltou que Teerã fará com que Estados Unidos e Europa arquem com um preço econômico elevado.

O analista concluiu que esse impacto econômico está diretamente relacionado a um possível fechamento do estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

Em 28 de fevereiro de 2026, Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Segundo autoridades em Tel Aviv, o objetivo era impedir que Teerã adquirisse armas nucleares. O então presidente Donald Trump anunciou a intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iranianas, além de conclamar a população iraniana a derrubar o regime.

No dia 1º de março de 2026, a televisão estatal iraniana anunciou a morte do líder supremo Ali Khamenei. Familiares próximos, como filha, genro, neta e nora do aiatolá, também teriam sido vítimas dos ataques dos EUA e de Israel.

Relatos da imprensa indicam que os mísseis atingiram não apenas alvos militares, mas também infraestruturas civis no Irã e em outros países da região. Em resposta, Teerã atacou territórios israelenses e bases norte-americanas no Oriente Médio.

A Rússia declarou que a operação conduzida por Washington e Tel Aviv não está relacionada à manutenção do regime de não proliferação nuclear, exigindo o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou está disposta a colaborar na resolução da crise, inclusive no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.

Por Sputnik Brasil