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Apagão atinge metade oeste de Cuba e deixa milhões sem energia

Falha em usina termelétrica agrava crise energética e afeta Havana e outras regiões; restabelecimento pode levar até 72 horas.

04/03/2026
Apagão atinge metade oeste de Cuba e deixa milhões sem energia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um apagão atingiu a metade oeste de Cuba na quarta-feira, 4, deixando milhões de pessoas em Havana e cidades vizinhas sem energia elétrica. O incidente é mais um reflexo da grave crise energética na ilha, que enfrenta reservas de petróleo cada vez menores e uma infraestrutura elétrica fragilizada.

De acordo com a emissora estatal Radio Rebelde, a retomada das operações na maior usina termelétrica de Cuba, responsável pelo fornecimento de energia, pode levar pelo menos 72 horas. A paralisação dessa usina foi apontada como a principal causa do apagão.

A empresa estatal de energia elétrica informou na plataforma X que o blecaute atingiu moradores desde a cidade de Pinar del Río, no extremo oeste do país, até Camagüey, na região central.

No fim da tarde, o governo anunciou que as equipes haviam conseguido restabelecer a energia para apenas 2,5% de Havana, o que representa cerca de 21.100 clientes. Segundo as autoridades, a normalização do fornecimento será gradual e depende das condições do sistema.

“Confiamos na experiência e no esforço dos eletricistas para superar essa situação no menor tempo possível”, declarou o primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz, em publicação na rede X.

O ministro da Energia e Minas, Vicente de la O Levy, informou que uma das centrais elétricas afetadas já voltou a operar. “Estamos trabalhando para restabelecer o Sistema Elétrico Nacional em meio a uma complexa situação energética”, escreveu ele também na plataforma X.

A mídia estatal detalhou que o apagão foi provocado pela parada da usina termelétrica Antonio Guiteras, localizada a leste de Havana, devido a um vazamento em sua caldeira.

Cuba enfrenta dificuldades crescentes para manter suas reservas de petróleo após o ataque dos EUA à Venezuela, ocorrido no início de janeiro. A ação interrompeu o fornecimento de petróleo essencial para o país caribenho. Posteriormente, o então presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse ou fornecesse petróleo a Cuba.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast