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CBA registra prejuízo líquido de R$ 164 milhões no 4º trimestre de 2025

Resultado negativo cresceu 193% em relação ao mesmo período de 2024; Ebitda ajustado recua 47% e receita líquida cai 4%

04/03/2026
CBA registra prejuízo líquido de R$ 164 milhões no 4º trimestre de 2025
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) registrou prejuízo líquido de R$ 164 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 193% em comparação ao prejuízo do mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado alcançou R$ 257 milhões, representando uma queda de 47% na base anual. Já a receita líquida somou R$ 2,2 bilhões, com retração de 4%.

Segundo a companhia, o resultado negativo foi impactado por efeitos contábeis relacionados a contratos futuros de energia e instrumentos de proteção financeira das exportações, sem efeito imediato no caixa.

A CBA avalia que, ao longo do ano, a operação apresentou recuperação após problemas na produção de alumina. "Temos tido um processo de recuperação muito bom, de acordo com aquilo que já vínhamos comunicando ao mercado. Hoje estamos em uma situação muito melhor do que estávamos quando tivemos a crise no ano passado", afirmou Luciano Alves, CEO da empresa. Em relação ao trimestre anterior, o Ebitda ajustado teve alta de 10%.

O preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) foi de US$ 2.827 por tonelada no quarto trimestre, aumento de 10% frente ao mesmo período de 2024 e de 8% em relação ao terceiro trimestre. O movimento reflete o cenário internacional de cortes de juros nos Estados Unidos e maior demanda por commodities. Para Alves, o atual patamar de preços é "bastante saudável para a indústria".

O volume total de vendas de alumínio no trimestre atingiu 128 mil toneladas, alta de 2% na comparação anual e leve retração de 3% ante o trimestre anterior, refletindo a sazonalidade. O desempenho foi sustentado principalmente pelo segmento de alumínio primário, que cresceu 8% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 71 mil toneladas, impulsionado pela maior venda de lingote P1020.

Em produtos transformados, o volume de vendas foi de 32 mil toneladas, queda de 8% em relação ao quarto trimestre de 2024 e recuo de 6% frente ao trimestre anterior. A desaceleração acompanha o ritmo mais moderado do consumo industrial no fim do ano, mas o segmento manteve estabilidade anual.

No segmento de reciclagem, o trimestre encerrou com 25 mil toneladas vendidas, leve alta de 2% frente ao mesmo período do ano anterior e queda de 4% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O resultado indica acomodação da demanda, ainda influenciada pelo setor de autoconstrução e pelo cenário de crédito restrito.

O endividamento da companhia encerrou o quarto trimestre de 2025 em R$ 3,2 bilhões, com alavancagem de 2,97 vezes. Camila Abel, CFO da CBA, afirmou que a dívida permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior e que a expectativa é de redução da alavancagem ao longo de 2026, conforme o Ebitda se normalize.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 153 milhões, uma melhora de R$ 264 milhões em relação ao quarto trimestre de 2024.