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Fuzileiros Navais apresentam drones, sistema de mísseis e outras inovações tecnológicas
Nesta quarta-feira (4), o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) detalhou novidades sobre sua restruturação e inovações tecnológicas. A exposição se deu em ocasião do 218º aniversário dos Fuzileiros Navais e ocorreu na Fortaleza de São José na Ilha das Cobras, no Centro do Rio de Janeiro (RJ).
No evento foram introduzidas desde as mudanças da força no atual contexto de instabilidade mundial à veículos e embarcações voltadas à proteção do litoral brasileiro, como as Embarcações de Desembarque Litorâneo (EDLit), blindadas e projetadas para operações litorâneas e ribeirinhas, com velocidade máxima de aproximadamente 74km/h e capacidade de 13 militares.
No entanto, o grande foco foi a integração de drones táticos em operações militares..
Foi apresentado o recém ativado Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque da Marinha, a primeira divisão de drones com foco no auxílio de operações militares, proteção de áreas estratégicas e combate ao crime organizado, e a Escola de Drones, sediada no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), no Complexo Naval da Ilha do Governador.
À imprensa, o vice-almirante Renato Rangel Ferreira contou a criação da escola para formação militar no uso de sistemas não tripulados.
"Essa escola vai ser muito além de ensinar alguém a levantar e descer um drone", disse o vice-almirante. "Vai ser o repositório de todo o conhecimento nosso, do que está acontecendo nas guerras, como que os países estão lidando com essa inovação."
Embora concentre o curso de drone — a base da escola —, a proposta é que o conteúdo programático impacte toda a formação de cabo ao sargento, do tenente ao operador especial, que já sairão do Centro de Instrução aptos a pilotar e, principalmente, a compreender “as vantagens, as táticas e as técnicas do emprego de drone”.
O ensino incluirá ainda o Centro de Operações de Paz, que conta com curso específico voltado ao uso de drones reconhecido pela ONU.
No evento também foram exibidos modelos de drones, como os de quatro hélices, equipados com sensores eletro-ópticos, infravermelhos e termais, úteis tanto no campo de batalha quanto na localização de vítimas em desastres; e de asa fixa, popularmente conhecidos como "kamikazes", que são usados para missões de ataques precisos, capazes de neutralizar ameaças sem comprometer a segurança de tropas em solo.
Outros sistemas apresentados foram a viatura do sistema ASTROS, equipada para o lançamento do Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP), que possui um alcance aproximado de 70 quilômetros e velocidade na casa dos 1.000km/h (cerca de Mach 0.8; e o míssil MSS 1.2 MAX, um armamento nacional de alta precisão guiado a laser com o objetivo de destruir veículos blindados terrestres, marinhos e aéreos, com alcance de 2 a 3 quilômetros e perfuração de até 800 milímetros de blindagem.
Além de equipamentos, a CFN deu destaque outros temas, como a Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (FRIDA), uma tropa estruturada para a atuação em emergências climáticas, dotada recursos estratégicos permanentes para apoiar a Defesa Civil com viaturas, embarcações e hospital de campanha.
Em sua primeira atuação durante as fortes chuvas que assolaram o Norte Fluminense, a FRIDA mobilizou prontamente 120 militares e 24 viaturas especializadas.
Vice-almirante Pedro Luiz Gueiros Taulois, em sua apresentação, contou sobre a consolidação das fuzileiras navais no Brasil. Após a primeira turma de mulheres a se formar como Soldados Fuzileiros Navais no Brasil em 2024, Taulois conta que 448 soldados foram integrados a Marinha, já participando de operações no Brasil e em exercícios conjuntos no exterior.
"Todas elas estão participando não só em infantaria, mas também agora com a operação de blindados, nas atividades de artilharia e operações ribeirinhas", ressaltou o vice-almirante, completando que vêm concluindo cursos de alta exigência, a exemplo do realizado no Pantanal, ambiente que demanda grande preparo físico e capacidade de adaptação.
Ele lembrou ainda que, no ano passado, a corporação formou a primeira mulher nesse curso e citou o caso da jovem tenente Carolina, que permaneceu 83 dias embarcada, participando de operações do Rio de Janeiro ao Norte do país, ao lado da tropa masculina.
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